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Robô-bombeiro feito no Brasil ensaia entrada no mercado internacional

Desenvolvido em Fortaleza para combater incêndios, SACI já é testado pela Petrobrás e desperta interesses nos EUA, Índia e Austrália

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

20/10/2006 às 10h52

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Desenvolvido em Fortaleza para combater incêndios, SACI já é testado pela Petrobrás e desperta interesses nos EUA, Índia e Austrália

Além de dálmatas, bombeiros poderão ter outra companhia dentro das brigadas a partir de 2007, com funções mais interessantes que os cães malhados.

O robô-bombeiro SACI, construído como projeto de conclusão de curso por estudantes de Engenharia da Computação da Universidade de Fortaleza, deverá começar a ganhar o mundo já no próximo ano.

Já usado em testes dentro da Petrobrás, o robô, que tem a sigla de "Sistema de apoio ao combate de incidentes" como nome, está em sua terceira versão e será vendido para a Brigada de Chicago até o final do ano.

"O Corpo de Bombeiros da cidade entrou em contato para adquirir uma unidade que subisse escadas", afirma Roberto Macedo, diretor técnico de pesquisa e desenvolvimento da Armtec, responsável pelo SACI.

Segundo Macedo, o SACI leva vantagens sobre rivais desenvolvidos em outros seis países (Japão, China, Inglaterra, Israel, Alemanha e Rússia) por oferecer maior potência, pesar menor e ter preço mais atraente.

"O SACI tem capacidade de vazão de 7,6 litros de água ou espuma por minuto, junto a mobilidade de 360º no canhão, que pode lançar o jato em neblina ou estado sólido", afirma o executivo.

Macedo ainda pontua que o robô, com sua 1 tonelada, é sete vezes mais leve que robôs semelhantes e custa um terço do preço - 200 mil reais pelo SACI, contra cerca de 700 mil reais pelos rivais.

Além dos Estados Unidos, Macedo afirmou ainda que a Armtec já recebeu contatos de empresas da Índia e Austrália para contratos pelo SACI.

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