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Editoras francesas entram na disputa judicial contra Google Book Search

Associação que representa 400 editoras reforça ação do La Martinière Groupe contra Google por infração de direitos autorais

Por Peter Sayer, para o IDG Now!*

31/10/2006 às 10h20

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Associação que representa 400 editoras reforça ação do La Martinière Groupe contra Google por infração de direitos autorais

Uma associação que representa 400 editoras de livros francesas se uniu ao grupo editorial La Martinière Groupe em seu processo para impedir o Google de digitalizar livros para o projeto Google Book Search.

O La Martinière abriu um processo contra o Google e sua subsidiária francesa em 6 de junho, acusando o mecanismo de busca de falsificação. O grupo pede à Corte que impeça o mecanismo de busca de digitalizar livros e pede uma indenização de 1 milhão de euros (1,3 milhão de dólares).

Segundo a editora, o Google copiou ilegalmente pelo menos 100 de seus trabalhos protegidos por direitos autorais e os colocou no Google Book Search sem permissão.

A Associação Francesa de Editoras diz que o Google digitalizou, além dos trabalhos em domínio público, uma série de obras protegidas, e permite o acesso a diversos trechos destas obras por meio da ferramenta Google Book Search, sem autorização dos autores e desrespeitando as leis de propriedade intelectual.

O Google Book Search permite ao internauta achar trechos dos livros digitalizados. Um dos problemas associados à ferramenta é que ela exibe os resultados como páginas arrancadas de um livro.

Para os editores franceses, isto é um insulto, já que coloca seu trabalho a um passo da lata de lixo, disse Tessa Destais, porta-voz do La Martinière. “Sabemos que o Google é poderoso, mas eles têm que mostrar mais respeito pelos livros”, disse a executiva, na segunda-feira (30/10).

A porta-voz espera que a Corte comece a agir antes do final do ano. Representantes do Google na França não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.

A empresa está envolvida atualmente em um imbróglio legal na Bélgica, onde as empresas de mídia estão questionando a forma como a ferramenta se apropria das manchetes de jornais no serviço Google News.

*Peter Sayer é editor do IDG News Service, em Paris.

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