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Os 30 produtos e serviços que mais deixaram saudades

Editores da PC World relembram algumas das suas tecnologias favoritas de outrora

Editores da PC World EUA

01/11/2006 às 20h00

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Editores da PC World relembram algumas das suas tecnologias favoritas de outrora

O tempo e a tecnologia seguem em frente, mas não sem fazer alguns de nosso editores derramar lágrimas depois de lembrar alguns produtos e tecnologias passadas. Todos nós adoramos os super computadores, rede wireless e acesso ininterrupto à internet. Mas também não podemos esquecer dos bons tempos do DOS, disquetes e das empresas ponto-com. Junte-se a nós neste revival da memória tecnológica.

:: Hardware

Portas paralelas
Elas inexistem nos computadores e impressoras mais modernos, uma pena. As portas paralelas tinham algumas vantagens no que diz respeito a impressão, como a (precária) compatibilidade com diversos aparelhos antigos. A interface da impressora paralela também é mais padronizada do que a USB. Uma vez testamos aparelhos de compartilhamento de impressoras, os modelos de portas paralelas funcionaram (todos eles) de primeira, enquanto que as unidades USB não funcionaram. Precisa dizer mais?
- Lincoln Spector, Editor Colaborador

Northgate OmniKey Ultra Keyboard
Uma vez a Northgate fez um teclado de metal que agüentava qualquer tipo de maltrato, a exceção de líquidos. O fabricante ainda fornecia teclas extras para você customizar o seu teclado. E para finalizar a obra artística, o OmniKey Ultra tinha uma fileira completa de chaves de função tanto ao longo do lado esquerdo do teclado quanto do lado superior. Hoje, uma empresa chamada Creative Vision Technologies produz um modelo similar que pesa um pouco mais de dois quilos e custa US$ 189.
- Dennis O'Reilly, Editor Associado Sênior

Clones Macintosh
No meio dos anos 1990, era possível executar o Mac OS num sistema Apple ou em um clone feito pela Power Computing, Motorola, Umax ou qualquer outra empresa. Os criadores de clones eram conhecidos por produzirem sistemas mais baratos – frequentemente reduzindo os preços da Apple – e por fazerem Macs turbinados que muitas vezes superavam a Apple. E para completar, tornaram o mercado Mac mais interessante: a Power Computing se responsabilizou por façanhas de relações-públicas como encenar uma apresentação de bungee-jumping numa Macworld Expo em Boston e colocar PCs poderosos com Humvee numa Macworld Expo em São Francisco. A competição era ruim para os negócios da Apple, e assim que Steve Jobs volltou para a companhia em 1997, uma de suas primeiras determinações foi rescindir os contratos de licenciamento e acabar com os clones.
- Alan Stafford,Redator Sênior

LaserDiscs
Eu, particularmente, não sinto falta dos LaserDiscs, pois ainda possuo muitos deles. Só sentirei falta quando os que tenho quebrar, pois sei que não tem mais conserto, já que não são fabricandos. Os LaserDiscs foram a primeira mídia a oferecer imagens letterboxed, opções múltiplas de trilha sonora e comentários do diretor.
- Lincoln Spector, Editor Colaborador

PCs com Windows CE Handheld
Uma classe de produtos faz falta: mini-laptops com Windows CE, filhos de um PDA e um laptop ultraportátil.  Diversos fabricantes de computador – como a HP, Compaq e NEC – os forneciam. E eles tinham excelentes atributos: eram ligados e desligados quase que instantaneamente, as baterias duravam mais de 10 horas com uma única carga e não tinham partes móveis (ou seja, não era preciso se preocupar com problemas de HD, CD-ROM destacável e outros). Mesmo pesando menos de um quilo e meio, eles tinham teclados quase completos. Um, em particular, me agradava bastante, o WorkPad z50 da IBM, que era a versão PDA de um laptop ThinkPad em miniatura. Mas na época, fim dos anos 1990, esse tipo de PC custava caro (em torno de US$ 1000). Inevitavelmente, os laptops normais foram ficando cada vez menores e mais baratos, os PDAs se transformaram em smartphones e o laptop PDA virou história. De certa forma, a Samsung, Sony e outras empresas tentaram reentrar nesse nicho com PCs Ultraportáteis de US$ 1000 (ou similar). Mas eu pessoalmente prefiro ir até o eBay e conseguir um Win CE em ótimo estado por menos de US$ 200.
- James A. Martin, Editor Colaborador

Psion Series 5
Um pequeno teclado com a aparência de um notebook. Aplicativos similares ao Office só que com toques inteligentes que o tornavam mais prático para quem estivesse em movimento. Isso sem falar no primoroso design. Se algum computador hoje tivesse essas qualidades, já seria um espanto incrível; o fato de que o Psion Series 5 já era tudo isso em 1997 o torna completamente fantástico. A Psion não fabrica mais PDAs, mas o seu software evoluiu e se transformou no Symbian OS, hoje encontrado em celulares como o E62 da Nokia. Se alguém estiver interessado em reviver a Series 5, basta colocar um tela colorida e acrescentar um telefone, eu compraria na hora.
- Harry McCracken, Editor Chefe

Toshiba Libretto
Desde sua aparição na era ponto-com, até o seu breve retorno em 2005, o Libretto, da Toshiba, era como o equivalente, no universo dos computadores, a um carro esportivo: pequeno, caro e sexy (por que não?). Você podia até desejar um desses, mas não iria querer depender dele para resolver as tarefas do dia-a-dia. Os modelos do fim da década e 1990, versões revisadas dos primeiros de 1997, ostentavam uma tela de 6,1 polegadas, pesava menos de um quilo e seu design era compacto. O ruim eram suas teclas incrivelmente minúsculas e a localização da área de mouse e botões, fora o preço de mais de US$ 2000. A marca Libretto obteve força suficiente para lembrar a Toshiba de lançar novamente, no ano passado, um portátil com tela de 7,1 polegadas. Os fãs de ultraportáteis se deliciaram, pena que existam poucos deles para sustentar o fôlego do novo Libretto. Talvez algum dia os designers consigam projetar um PC Windows que caiba numa bolsa de mão.
- Yardena Arar, Editor Sênior

Nokia 8290
Dos celulares que já tive, o que mais deixou saudade foi o Nokia 8290. Admito que não dava pra fazer nada nele a não ser telefonar e enviar mensagens de texto de sua tela bicolor de cinco linhas. Fora o fato de que o 8290 só trabalhava em uma freqüência (GSM 1900 MHz). Mas com apenas 80 gramas, ele era pequeno e prático, talvez pequeno até demais. Cabia tão bem no bolso da calça que sua presença quase não era notada na hora de jogar a calça na máquina de lavar roupas, bom, pelo menos foi assim que o meu Nokia 8290 deu adeus ao mundo.
 -Narasu Rebbapragada, Editor Sênior Associado

Handspring Visor Edge
O PDA mais simples, polido e fino de todos os tempos, o Visor Edge da Handspring era um biscoito se comparado aos outros PDAs “tijolões” da época. Ele possuía uma tela monocromática e apenas 8 MB de RAM, mas para mim isso já era o suficiente. Para sincronizar os dados com seu PC, bastava pressionar um botão no lado USB. Isso é mais do que posso dizer sobre o meu “gordinho” BlackBerry, que fica obstruído com todas as reuniões repetidas.
- Kimberly Brinson, Editor Diretor

Palm Tungsten T
O Tungsten T talvez tenha sido o melhor Palm PDA já fabricado. Seus encaixes permitiam que ele ficasse menor para caber no bolso da calça e depois expandi-lo para acessar sua área para inserção de dados. Além de ser o primeiro aparelho baseado no Palm OS 5, o Tungsten T foi o primeiro PDA com quatro modos de navegação e sua resolução era duas vezes melhor que a de seus antecessores. Seu design o tornava maleável e firme de segurar. Eu podia escutar MP3 e me divertir com jogos ao mesmo tempo. Eu dei o meu Tungsten T para minha esposa quando adquiri o Handspring Treo 600, o qual posteriormente descobri ser inferior ao Tungsten T como PDA (e como telefone também).
- Alan Stafford, Redator Sênior

Rio Cali
Antes dos tocadores de áudio portáteis serem fabricados em estojos de alumínio pretos, brancos ou rosas, o meu Rio Cali de borracha já agüentava suor, água e impactos acidentais feitos ao longo de dois valiosos anos de malhação na academia. Ele vinha com cronômetro, contador de voltas, rádio FM e 256 MB de memória flash (com encaixe para cartão de expansão de memória SD) e durava mais com uma bateria AAA do que qualquer outro aparelho que já vi. Obrigado, Cali, pelas boas lembranças e pelos 2 quilos que me ajudou a perder.
- Narasu Rebbapragada, Editor Associado Sênior

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:: Software

Mac OS 9
Assim como muitos, eu era um expert no Mac OS 9. Ele era tão fácil de usar e, mais importante ainda, de consertar. A maior parte dos aplicativos Windows enterrava toneladas de arquivos nas entranhas do sistema operacional, onde jamais seria possível se livrar deles. Mas no Mac era diferente, havia somente um aplicativo de arquivo e um único arquivo de Preferências para se preocupar. Em muitos casos, se algo desse errado, bastava arrastar o arquivo de Preferências para a lixeira e reiniciá-lo. Não nego que era um sistema primitivo, mas às vezes eu anseio pela época em que teremos uma computação simples.
- Alan Stafford, Redator Sênior

DOS
Sinto falta do DOS: "copy *.* prn", "cd\", "mkdir" – e você nomeava.
- Dennis O'Reilly, Editor Associado Sênior

XTree File Manager
Mesmo que lê tenha perdido seu lugar ao sol, sinto falta da inovação que o XTree promoveu  para o campo do gerenciamento de arquivos. Nos idos de 1985, uma época na qual os usuários de PC eram obrigados a digitar comandos de linha para ver arquivos, o XTree 1.0 ofereceu acesso fácil aos comandos de arquivo Microsoft DOS 2.0 e exibia uma visão hierárquica da estrutura de arquivos e diretórios do disco rígido ou disquete. Eu o preferia ao Norton Commander ou ao DOS Shell da Microsoft, de 1986 e 1988, respectivamente. Em 1993, o XTree foi adquirido pela Central Point Software, que se tornou uma divisão da Symantec. Ela lançou a última versão XTree GOld 4.0 para o Windows em 1994.
- Danny Allen, Editor Associado

Borland Sidekick
No inicio da década de 1980, o cômodo e pequeno programa Sidekick da Borland estabeleceu a categoria de Personal Information Manager (gerenciador de informação pessoal), e se manteve excelente, simples e muito útil na era Windows. O fundador da Borland, Philippe Kahn foi parcial quanto ao programa: quando deixou a Borland e fundou a Starfish Software, o Sidekick foi junto. Quando a Starfish lançou a versão final do programa, o Sidekick 99, a obsessão de Kahn com o “slimware” fez com que o Sidekick passasse aquela sensação de ultrapassado. Mesmo assim, eu o usaria nos inchaços do Microsoft Outlook e do Lotus Notes a qualquer hora.
- Harry McCracken, Editor Chefe

Aplicativos sem instalações
Os aplicativos DOS não fazem tanta falta, softwares para Windows são melhores em quase todos os quesitos. O que deixa saudades é a maneira como os aplicativos DOS eram instalados: era só copiar o software para um arquivo novo (desculpe, subdiretório) no disco rígido. E se o programa apresentasse problemas, o que ocorria somente quando o software era executado, bastava removê-lo apagando o subdiretório que ele ocupava. Com os aplicativos para Windows, é preciso instalar o programa enquanto se cruza os dedos para que o recém-chegado não bagunce o sistema operacional. E, obviamente, executar o desinstalador não corrige completamente os problemas causados pelo instalador.
- Lincoln Spector, Editor Colaborador

PC-Write
Quando penso na nostalgia dos programas, penso logo no PC-Write, o mais simples e direto processador de palavras que alguém poderia querer - e o primeiro shareware que usei. Nem lembro se ele era pago ou não.
- Dennis O'Reilly, Editor Sênior Associado

WordStar
Para um bom digitador, o WordStar foi o editor de texto mais eficiente da história. Com a ajuda das combinações da tecla <Ctrl> era possível abrir, editar, navegar e salvar com notória eficiência – isso tudo sem a ajuda do mouse. Infelizmente, o WorldStar nunca fez sua transição para a era moderna: sua versão Windows não tinha as combinações de teclado que eram o segredo do seu sucesso. Por fim, desisti do WorldStar em meados dos anos 1990, quando já era um risco grande usar programas exclusivos do DOS que não compartilhavam informação de uma maneira eficiente. Mas eu ainda tenho os atalhos do WorldStar programados como macros no Word.
- Rex Farrance, Editor Técnico Sênior

Word Basic
O Microsoft Word costumava vir com uma linguagem macro simples e fácil de usar chamada Word Basic. Posso não ser um programador profissional, mas adorava automatar todo tipo de coisa nessa linguagem. Depois a Microsoft o substituiu pelo Visual Basic for Applications, um ambiente com muito mais poder de desenvolvimento. Eu nunca aprendi a usar o VBA, mas eu também nunca quis realmente perder meu tempo com isso.
- Lincoln Spector, Editor Colaborador

Lotus 1-2-3 Version 2.0 for DOS
Lançado em 1983, o aplicativo de planilha Lotus 1-2-3 era fácil, rápido de se trabalhar e possuía ótimas ferramentas – incluindo software de gráficos – muito antes do Excel surgir.  A versão 2.0 introduziu o que acredito ser a melhor e mais intuitiva ferramenta de macros já feita para planilhas. Todos esses atributos ajudaram a reduzir o perigo oferecido pelo fracassado concorrente VisiCalc. Mas a Lótus demorou a lançar uma versão para Windows, e quando o fez, já não era mais páreo para o Excel.
- Ramon G. McLeod, Editor, PC World.com

Utilitários Norton para DOS
Era uma vez um homem chamado Peter Norton, que não era só uma foto numa caixa de software, mas um programador (e casualmente, um colaborador da PC World) que criou utilitários de disco essenciais que, quase desde o inicio, ajudaram a tornar o IBM PC útil. Mesmo depois que a Symantec comprou os direitos do Norton em 1990, a versão DOS do pacote continuava muito boa – um canivete suíço que podia desfazer qualquer desastre no computador se você soubesse como usá-lo. A versão Windows, que continua a existir como parte da Norton SystemWorks,  talvez seja o mesmo produto em princípio, mas nunca foi páreo para a política do DOS em focar a funcionalidade ao invés dos enfeites inúteis.
- Harry McCracken, Editor Chefe

Super Star Trek
Eu herdei um computador Leading Edge (que usava a mesma CPU 8088 do IBM PC original) no fim dos anos 1980. Como ele vinha com uma placa gráfica CGA, eu não podia usá-lo para jogar os revolucionários jogos em resolução VGA da época. Em compensação, ele tinha um grande jogo de DOS, o Super Star Trek, que não exibia gráficos nem nada do gênero. Ao invés disso, o jogador tinha que digitar comandos de texto para navegar num quadrante de uma galáxia invisível na busca pelos Klingons. Logicamente, os inimigos nunca apareciam na tela, assim, para disparar torpedos de fóton neles era preciso teclar os comandos e as coordenadas. Algo como “PHOTONS 2 3 4”. Eu adorava o jogo porque ele era a melhor coisa que eu poderia arranjar para aquele PC; mas observando bem, percebi que o jogo também me fazia usar a cabeça. Ainda é possível encontrar portas para o jogo online, esta aqui inteira tem 113 KB.
- Alan Stafford, Redator Sênior

Civilization
O fim dos disquetes nos computadores modernos torna impossível carregar minha cópia legítima do Civilization, o maior jogo da história (a única exceção possível é o Civilization II). Havia algumas dificuldades em executar o Civilization original no meu computador Whole Earth, de monitor de fósforo verde, dificuldades talvez não previstas por Sid Meier – como o que faz essa unidade de cavalaria do tamanho de um selo perto do observatório da minha fronteira? Mas eu adorava os ícones ambíguos como a visão ampliada de um gafanhoto que sob melhores condições de visibilidade era um vagão coberto. Eu também gostava de ver os meus homens com força total mesmo depois de uma batalha com o inimigo: o que não me matava não deixava efeitos como feridas e etc. E quem poderia esquecer o quiz de múltipla escolha que aparecia bem na hora em que você armava uma promissora campanha (“Que avanços da civilização são necessários para a construção?”).
- Steven Gray, Editor

Tempest 2000
Assim como milhões de outros adolescentes na transição dos anos 1970 pra os 1980, eu era um grande fã dos arcades (fliperamas) - vitrines ou lojas que abrigavam várias máquinas de vídeogame e o barulho do REO Speedwagon eu do Journey saindo dos alto falantes... Um dos meus favoritos era o Tempest, um jogo no qual você girava um controle manche com uma mão para navegar pelo espaço e usava a outra mão para disparar nos inimigos. Em meados dos anos 1990, começaram a aparecer jogos carregando o nome Tempest 2000 para consoles, PCs e até Mac. Foi nostálgico, eu joguei demais. Você pode fazer o download do jogo, bem parecido com o original, ou esperar pela nova versão aparecer no Xbox Live Arcade ano que vem.
- Alan Stafford, Redator Sênior

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:: Serviços

Napster
Em 1999, qualquer um podia baixar uma ou várias música de graça usando o Napster, o polêmico serviço de compartilhamento de arquivo criado por Shawn Fanning. Aproveitando-se da ilícita e aparentemente inofensiva atividade, o indivíduo preparava 50 músicas para download antes de ir trabalhar e, quando voltava, encontrava 25 faixas completamente baixadas e 5 parcialmente (cada uma produzindo um nome como 2Shykaja?128k.mp3). Nosso hipotético fã da música pode ter feito isso várias vezes, até o dia em que as grandes empresas do ramo ganharam uma ação contra o Napster, fechando a empresa em 2001. Hoje o Napster é uma empresa pública que oferece músicas legalmente para download e um serviço de assinatura.
- Narasu Rebbapragada, Editor Associado Sênior

My.MP3.com
E se você pudesse criar uma biblioteca de internet em streaming de todas as suas músicas simplesmente inserindo brevemente cada um dos seus CDs no seu PC para provar que você os tinha? Em 2000, isso foi possível por uns poucos meses – e eu o fiz. Obviamente a indústria musical deu um jeito de tirar esse serviço do ar rapidamente. Eu não chorei quando o Napster fechou, mas o fim do My.MP3.com foi uma punhalada difícil de agüentar.
- Harry McCracken, Editor Chefe

WebVan
O WebVan é amplamente considerado um filho da insanidade da era ponto-com, mas eu era um feliz cliente desse serviço de compra de alimentícios pela internet. Para um homem urbano com emprego em período integral e sem nenhum supermercado numa distância aceitável, o WebVan era como um sonho que virava realidade, entregando box cheios de mercadorias no horário que eu escolhesse. Eu adorava dar uma caminhada virtual nos seus bem estocados corredores no meu horário de almoço enquanto clicava na minha lista de compras semanal durante uns poucos minutos. Apesar de alguns ex-clientes terem reclamado que a qualidade dos alimentos deteriorava conforme o WebVan decaía, eu nunca tive um problema (se bem que eu me lembro de ter recebido uma lagosta semi-morta antes de a empresa descobrir que a embalagem de plástico sufocava as criaturas).
- Denny Arar, Editor Sênior

PurpleTie.com
Na era de ouro das empresas ponto-com, todos estavam tão ocupados analisando os preços de estoque dos seus lançamentos na bolsa que sequer tinham tempo de lavar a própria roupa. O serviço do PurpleTie pegava sua roupa, lavava, entregava na sua casa e ainda deixava você agendar os horários da entregar. Era um serviço muito confiável – pelo menos em São Francisco – e a empresa fazia um bom trabalho, contribuindo com a atmosfera saudável da redação da PC World. O plano do serviço era se expandir para 28 áreas metropolitanas, mas o dinheiro ficou escasso antes disso. Um grupo menor adquiriu os bens da PurpleTie.com e hoje oferece serviço de entrega em comunidades ao sul de São Francisco. E ao que tudo indica está se saindo muito melhor que seu predecessor.
- Alan Stafford, Redator Sênior

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