Home > Notícias

Brasil está cinco anos atrás dos países desenvolvidos em banda larga

Com 2,5 acessos por habitante, País tem a mesma densidade que europeus, EUA e Japão apresentavam há cinco anos, diz Teleco

Por Redação do IDG Now!

01/11/2006 às 10h44

Foto:

Com 2,5 acessos por habitante, País tem a mesma densidade que europeus, EUA e Japão apresentavam há cinco anos, diz Teleco

O Brasil concluiu o primeiro semestre de 2006 com 4,6 milhões de acessos banda larga, segundo dados compilados pelo Teleco. Embora represente um crescimento de 60% nos últimos 12 meses, a densidade apresentada – que ainda é de 2,5 acessos para cada 100 habitantes – coloca o País, ao lado do México, em um cenário apresentada há cinco anos pelos países desenvolvidos europeus, Estados Unidos e Japão.

Os dados compilados pelo Teleco levam em conta a penetração da banda larga nos 30 países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Embora o Brasil esteja cinco ou mais anos atrás dos membros fundadores da OECD,  o País está na verdade à frente ou equiparado aos membros mais recentes da organização, com renda per capita comparável à brasileira, como Polônia, Turquia e México – e supera mesmo a Grécia, que possui renda maior, segundo o Teleco.

Para o órgão especializado em telecomunicações, a baixa penetração da banda larga no Brasil tem os mesmos motivos apresentados em diversos países: a falta de competição mantém os preços elevados e assim restringe a demanda.

O Teleco chama ainda atenção ao fato de que a União Européia instituiu programas especiais de estímulo ao desenvolvimento da banda larga no inicio da década para diversos de seus membros que tinham penetração perto de zero em 2001 - como Irlanda, Grécia, Hungria, República Checa e Polônia - três dos quais tiveram um aumenta de cinco a dez vezes no número de acessos no prazo de dois a três anos. O órgão sugere que o mesmo poderia ser feito no Brasil, para estimular a adoção da tecnologia.

De acordo com a análise do Teleco, no Brasil, os provedores de acesso por cabo coaxial (provedores de TV por assinatura) devem continuar a expandir a base de assinantes de banda larga entre as classes A e B, já servidas pela rede cabeada, nos próximos anos - especialmente no estado de São Paulo.

Já a tecnologia WiMax (acesso a banda larga sem fio) “deve encontrar um nicho no mercado em áreas não servidas por outras tecnologias - podendo se expandir mais quando tiver preço acessível”, analisa o órgão.

 “A tecnologia ADSL deve continuar a se expandir com ofertas das teles regionais, que procuram novas fontes de receita na banda larga e em serviços convergentes - e poderá se expandir mais rapidamente na medida em que for pressionada por competição do serviço por cabo”, diz o Teleco, em comentário no seu site.

ADSL x Cabo

O ADSL é a tecnologia dominante no conjunto dos 30 países que participam da OCDE com 62,6% dos acessos. Entre estes países, Estados Unidos e Canadá são os únicos em que o cabo supera o ADSL. No Japão 25,8% dos acessos banda larga são de outras tecnologias - o país é o que vem investindo mais pesadamente em acesso de fibra óptica até a residência.

No Brasil, como na maioria dos países da América Latina, o ADSL é a tecnologia dominante com 77,6% dos acessos, seguido pelo cabo com 20,5%, de acordo com os dados compilados pelo Teleco.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail