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Vale a pena trocar?

O que levar em conta na hora de decidir pela migração (ou não) para o Linux

Por Toni Cavalheiro

20/11/2006 às 14h45

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O que levar em conta na hora de decidir pela migração (ou não) para o Linux

Pinguim LinuxxOs funcionários de uma empresa chegam para trabalhar na segunda-feira, ligam o computador e, em vez da tradicional janela do Windows, encontram uma estranha e diferente tela de Linux. As reações são as mais diferentes possíveis.  Os mais avançados percebem na hora que estão diante de um novo sistema operacional e começam a explorar as novidades.

Já um outro grupo de funcionários nem perde tempo tentando: pega o telefone, liga para o departamento de TI e diz que é impossível trabalhar daquela maneira.  E há ainda um terceiro grupo que percebe que algo mudou, mas consegue trabalhar normalmente. Afinal, os programas que costumava usar, como o processador de texto, estão exatamente no mesmo lugar.

Após a migração, os usuários com certeza irão adotar uma das três posturas acima. Mas, afinal, será que vale a pena trocar o Windows pelo Linux? A resposta é: depende. Hoje em dia ambos os sistemas operacionais possuem uma ótima compatibilidade, podendo sobreviver sem problemas dentro de uma mesma empresa. O difícil é saber quem vai usar Windows e quem deve migrar para o Linux.

Quando falamos em aplicativos Office, o Linux consegue suprir grande parte das necessidades dos usuários. O OpenOffice chegou a um nível excelente, reunindo praticidade com a vantagem de ser 100% gratuito. Porém, ele ainda deixa a desejar em alguns recursos, quando comparado com o Microsoft Office 2003.

Apenas para dar alguns exemplos, saiba que o dicionário do software comercial é muito superior ao oferecido pelo OpenOffice. Além disso, algumas planilhas mais complexas e apresentações pesadas podem ter problemas de compatibilidade no equivalente gratuito do Excel. Portanto, leve sempre em consideração o nível técnico dos usuários antes de optar por uma migração radical. Se eles já estão acostumados a usar tabelas pivô, macros e outros recursos avançados do Office, nem pense em passar para uma alternativa Linux. A empresa pode perder mais em produtividade do que você está economizando em licenças.

Já analisando o aspecto conectividade, o Linux está bastante preparado para substituir o Windows. Os antigos problemas de compatibilidade com as páginas que alguns navegadores apresentaram simplesmente desapareceram e novas opções de softwares de e-mail e comunicadores pessoais deram novo fôlego ao sistema operacional de código aberto. As redes Windows também passaram a ser facilmente acessadas, graças à integração do software Samba na maioria das distribuições, uma tarefa que antes exigia uma série de comandos complicados no terminal. Em outras palavras, o Linux de três anos atrás não tem absolutamente nada a ver com as distribuições atuais.

Mas se o Linux compensa por um lado, pode ser uma grande dor de cabeça por outro. Embora os servidores Windows e Linux usem tecnologias semelhantes e baseadas no LDAP, a comunicação do Samba com o Active Directory ainda não é boa. Apesar de uma máquina Linux conseguir se conectar em uma rede AD, não espere que as estações de trabalho recebam as políticas de grupo que foram configuradas na árvore do servidor. Em pequenas empresas isso não chega a ser um problema, mas em médias e grandes companhias a falta de administração centralizada pode resultar em caos.

Analise bem as condições da sua empresa e, principalmente, dos usuários. Veja exatamente quais aplicativos cada pessoa usa, levante que recursos são utilizados e quais simplesmente são ignorados. Somente então decida se vale a pena migrar essa estação ou não. Se for para economizar em licenças, mas gastar em treinamento, tenha certeza de que a conta não vai ficar no vermelho.

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