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CA processa ex-CEO para recuperar dinheiro gasto em processo

Empresa entra na Justiça para recuperar US$ 14,9 milhões gastos em defesa de seu antigo CEO, condenado a 12 anos de prisão

Por Grant Gross, para o IDG Now!*

20/11/2006 às 11h29

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Empresa entra na Justiça para recuperar US$ 14,9 milhões gastos em defesa de seu antigo CEO, condenado a 12 anos de prisão

A CA entrou na justiça com um processo para recuperar 14,9 milhões de dólares em taxas legais de defesa pagas por Sanjay Kumar, seu antigo chief executive officer, sentenciado no dia 2 de novembro a 12 anos de prisão por acusações de fraudes em ações.

O juiz Stephen A. Bucaria na Corte Suprema do Condado de Nassau em Nova York aprovou o anexo cobrindo diversos pontos na ação para obrigar Kumar a pagar os encargos caso a CA não ganhasse o processo.

O anexo envolve uma casa em Upper Brookville, em Nova York, um barco Azimu de 57 pés, duas Ferraris, um Land Rover, um Volvo, contas de banco e 9 milhões de dólares que a CA garante que Kumar deve ao fundador da empresa, Charles Wang.

"Esta é nossa posição como resultado da convicção criminosa do senhor Kumar, responsável pelos custos legais da ação", disse Dan Kaferle, vice-presidente sênior da a agência de relações públicas da CA.

A CA, conhecida anteriormente como Computer Associates International, também está trabalhando com investigadores dos Estados Unidos para recuperar "ganhos indevidos", disse Kaferle.

O advogado de Kumar, Jack Cooney, não retornou às ligações buscando comentários sobre a ação da CA.

Kumar foi sentenciado à prisão e à multa de 8 milhões de dólares por obstruir a justiça e e por fraudar ações da companhia.

Kumar e Stephen Richards, antigo diretor global de vendas da companhia, foram considerados culpados após serem acusados de práticas financeiras fraudulentas, incluindo "maquiagem" de centenas de milhões de dólares em faturamento para acordos de licenciamento durante trimestres fiscais em que as negociações ainda não tinham sido fechadas.

No começo de 2000, a CA assinou um contrato de licença de 44,5 milhões de dólares com um cliente próximo à falência sobre o qual tinha ações, de acordo com registros do tribunal.

A empresa então adiantou o contrato para que pudesse contar a receita no trimestre anterior. No próximo período, a CA reverteu o faturamento em seus dados internos, mas não tornou as mudanças públicas.

*Grant Gross é editor do IDG News Service, em Washington Bureau.

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