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O futuro da diversão

A revolução do entretenimento digital não será televisionada. Ela estará, sim, à disposição em podcasts, stream, downloads, compartilhamentos, virá comprimida e poderá ser exibida em telas de duas a 200 polegadas

Por Dan Tynan, PC WORLD (EUA)

20/11/2006 às 16h15

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A revolução do entretenimento digital não será televisionada. Ela estará, sim, à disposição em podcasts, stream, downloads, compartilhamentos, virá comprimida e poderá ser exibida em telas de duas a 200 polegadas

Futuro01Enquanto pavimentamos nossa estrada rumo ao futuro do entretenimento digital, muitos de nossos companheiros eletrônicos de hoje podem estar a caminho da extinção. As telas grandes ainda reinarão em nossas salas de estar e se tornarão maiores, mais finas e mais definidas do que nunca. O vídeo de alta definição será engrandecido por som surround realista o suficiente para simular um sussurro no seu ouvido ou o canto dos passarinhos no ninho.

A profusão de caixas pretas de função única que compõe hoje o centro de entretenimento doméstico deverá ser resumida a um media center ou num conversor set-top box que faça tudo e o emaranhado de cabos atrás de um home theater dará lugar às tecnologias wireless de alta velocidade. Por enquanto, uma avalanche de novas bugigangas digitais já permite que você desfrute do seu entretenimento doméstico sem ter que ficar em casa.

Evolução

Futuro02Em pouco tempo, é possível que as TVs deixem de ser apenas centrais de entretenimento, convertendo-se em hubs de comunicação que permitirão o gerenciamento de toda mídia da sua casa, do correio de voz e dos serviços de dados como mensagens de texto e feed RSS. Enquanto empresas como a AT&T e a Verizon anunciam ofertas de IPTV, numa combinação de vídeo, voz e dados (o chamadotriple play), empresas de cabo regionais – a Knology e a Everest, por exemplo – já oferecem tais serviços, que entregam identificador de chamadas e correio de voz diretamente na TV do usuário, utilizando o conversor set-top box existente.
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"No futuro não haverá mais divisão clara entre TVs, micros e telefones”, afirma Meredith Flynn Ripley, COO da Integra5, integradora de serviços triple play. Desta forma, explica, os usuários poderão se logar na rede e escolher os serviços e em que dispositivo desejam acessá-los. Ripley estima que pelo menos um milhão de domicílios já contam com identificador de chamadas ou feed RSS instalados em suas televisões digitais, com correio de voz e serviço de mensagem de texto esperados para o início de 2007.

Para Axel Fuchs, vice-presidente de desenvolvimento da SimpleDevices, até o final do próximo ano veremos um sortimento de multifuncionais media centers (parecidos com PC) capazes de ler DVDs, ripar CDs e fazer stream de conteúdo por toda a casa. Alguns exemplos disso são o iTV da Apple e o Home Media DVR da Verizon (clique na imagem acima para ter mais detalhes sobre este último). No final das contas, tais media centers deverão conectar cada aparelho da casa, incluindo os sistemas de iluminação, aquecimento e ar condicionado, celular, media player e dispositivos de entretenimento instalados no carro. Um exemplo disso é um DVR set-top, da Motorola, que pode enviar conteúdo para telefones Razr V3x, apesar do serviço ainda não estar disponível.++++
Ajuda para o Home Theater

Com a substituição das TV analógicas por equipamentos de alta definição – a empresa de pesquisa Park Associates prevê que aproximadamente 100 milhões de conjuntos de alta definição nos EUA em 2010 – você terá de reservar espaço em sua sala para pelo menos uma coisa: o player de filmes de alta definição. Os leitores de Blu-ray e HD DVD apareceram este ano, mas os consumidores mostraram cautela: temem uma espécie de reprise do que foi o Betamax, que deixou milhares de órfãos por todo o mundo. Este receio pode desaparecer à medida que surjam players que combinem ambas as tecnologias. A Ricoh desenvolveu um laser que pode ler os dois formatos, mas nenhum fabricante anunciou o lançamento de um player com esta tecnologia. 

É possível que os fabricantes de eletrônicos proporcionem suporte para entretenimento em alta definição pré-registrado em seus DVR/conversores set-top boxes. Até lá, você ainda terá que colocar outro aparelho na área do home theater.

O som surround também será melhorado, mas não nos alto falantes. Apesar de a Dolby ter demonstrado som surround empregando 22 alto falantes separados, além de dois subwoofers, os sistemas 5.1 ou 6.1 devem permanecer como o padrão para home theaters, pelo menos por enquanto. Em vez disso, receptores de áudio inteligentes usarão técnicas de psicoacústica para enganar seus ouvidos e simular sons vindos de lugares onde não há alto falantes. É o que prevê Jack Busser, da Dolby Labs.++++
Os futuros viciados em televisão também precisarão de um meio mais inteligente de controlar esse poder, como o Nevo SL da Universal Electronics – um controle remoto universal, habilitado com Wi-Fi e tela de LCD sensível ao toque; ou o The Loop da Hillcrest Labs, um acessório no formato de rosquinha (donuts) e sensor de movimento embutido. O The Loop trabalhará com o software Freespace da Hillcrest como um mouse sem o pad, permitindo navegação no set-top box através de gesto de mão (clique aqui para ver imagens e detalhes). Devemos esperar produtos com esta tecnologia já em 2007 e, diferentemente dos controles atuais, os novos dispositivos terão a capacidade de controlar mais de um equipamento.

Notícias em rede

O coração da sala de estar de próxima geração será uma rede que vai permitir ao usuário mover conteúdo facilmente de um aparelho para outro. Hoje, produtos como o Philips Streamium WACS700 e o Sonos Digital Music System fazem stream de músicas pela rede Wi-Fi. Os novos equipamentos farãu uso intensivo da banda para entregar vídeos de alta definição, áudio surround e muito mais. Como farão isso, com bugigangas de um fornecedor A se comunicando adequadamente com o aparelho do fabricante B ou se farão o stream de conteúdo de forma segura, só o tempo dirá.

Beradino Baratta, gerente geral da divisão multimídia da Freescale Semiconductor, imagina que cada casa terá três redes wireless. A primeira, baseada no padrão Wi-Fi 802.11n, entregará conteúdo web em++++ todos os cômodos. O DVR poderá ignorar esta rede e transmitir arquivos de vídeo para a HDTV por meio de conexões Ultra-Wideband (UWB ou banda ultralarga), diz Baratta. E todo aparelho, da TV à torradeira, seria controlado via uma terceira rede, baseada no padrão ZigBee da Freescale, tecnologia wireless que consome pouca energia e que transmite pequenos bits de dados à curtas distâncias.

“Dessa forma, será possível andar pela casa e o iTunes irá atualizar,  automaticamente, sua lista de músicas a partir do media player utilizando a rede Wi-Fi”, diz Beau Beck, vice-presidente de desenvolvi006Dento da Airgo Networks , empresa californiana pioneira na tecnologia de múltiplas entradas e saídas – MIMO –, usada hoje nas redes Wi-FI rápidas. “Ou ainda, quando você estacionar seu carro na garagem, ela começará a fazer o download do último episódio do seu seriado preferido no DVR do carro”.

Mas existem obstáculos no caminho que não podem ser esquecidos. Primeiro, há duas tecnologias UWB em conflito: a Wireless USB (da Wi-Media Alliance) e a UWB (da Freescale). Sem deixar de lado o padrão 802.11n, ainda em desenvolvimento, e que terá uma segundo draft só depois de janeiro: fabricantes já estão preparando aparelhos draft-n, mas pode ser que eles não sejam compatíveis com outros controles draft-n ou com o padrão final. A boa notícia: a Wi-Fi Alliance já avisou que começa a autorizar produtos draft-n em meados de 2007. Esta autorização vai garantir um grau de interoperabilidade entres os aparelhos.++++
Algumas empresas de eletrônicos podem optar por redes de força que usam a rede elétrica existente para transportar dados e controlar aparelhos – mas aqui também há divergências quanto a padrões (leia mais aqui). Outros ainda podem usar o cabo FireWire para transmitir dados multimídia ou usar o Bluetooth para controlar tudo isso.

Al Delattre, diretor de gerenciamento da empresa da Accenture, lembra que ainda é preciso encontrar uma maneira fácil de gerenciar arquivos de mídia em meio a tantos dispositivos eletrônicos diferentes. “É fácil mover arquivos de música de um computador para um iPod ou aparelho de som, mas é muito mais difícil fazer o mesmo com telefones celulares, memory sticks ou outros aparelhos”.

Algumas soluções: o software SimpleCenter (da SimpleDevices) permite ver o conteúdo armazenado em qualquer dispositivo/aparelho da rede e executá-lo em qualquer outro aparelho/dispositivo compatível da infra-estrutura, segundo Fuchs. Isso quer dizer que você pode tirar foto com um celular Wi-Fi e exibir a imagem na TV via conversor set-top box, ou usar o controle remoto universal para acionar um MP3 do seu computador no seu aparelho de som. Até agora, o SimpleCenter só trabalha com controles remotos Nevo, aparelhos Philips Streamium e telefones Nokia N80, mas Fuchs acredita que o programa irá funcionar com qualquer aparelho que siga as diretrizes estabelecidas pela Digital Living Network Alliance (DLNA). Apesar de recente, esta aliança tem como membros as maiores empresas de eletrônicos e diversas empresas de alta tecnologia. Fuchs espera o lançamento de vários aparelhos DLNA já a partir de 2007.++++

Sua majestade, o Conteúdo

Futuro04Acredite: a casa é só o começo. Nos últimos anos, o entretenimento saiu da sala de estar para os iPods, telefones celulares e outros aparelhos portáteis.

Da mesma maneira como a TiVo e a ReplayTV permitiram flexibilidade de horário para o espectador, a Sling Media introduziu a “flexibilidade de lugar” para aqueles que estão cansados do sofá. Com o Slingbox, qualquer um pode acessar seus próprios feeds de TV a cabo de qualquer aparelho com conexão em banda larga, incluindo os Pocket PCs. O TiVo2Go proporciona um serviço similar para programas gravados, usando o controle TiVo. E uma nova leva de tocadores de música com conexão Wi-Fi podem tornar o “arranjo de lugar” ainda mais popular. Nesta linha estão o MusicGremlin, o Mylo (Sony) e o Zune (Microsoft).

Geoff Allen, fundador do Anystream , diz que esses são os primeiros passos em direção a um futuro no qual poderemos assistir qualquer coisa, em qualquer aparelho, a qualquer hora e lugar”. A Anystream vende os sistemas de stream utilizados pela MTV e CNN para disponibilizar conteúdo na rede.

“Em cinco anos seremos capazes de gastar nosso tempo e dinheiro numa vasta quantidade de conteúdo de diferentes origens, simplesmente porque é isso que os consumidores querem. E se não for possível suprir a demanda legalmente, os consumidores sempre dão um jeito de conseguir o conteúdo que querem”, diz Allen.++++
É possível que, no curto prazo, o que poderemos ou não assistir em nossas bugigangas tenha mais restrições de Hollywood do que pelo hardware. Em junho, a Cablevision abandonou seu serviço DVR de rede depois de ser processada por infringir leis autorais dos grandes estúdios. A indústria ameaçou processar a Sling Media também, mas nada ocorreu até o momento.

O comportamento de Hollywood está mudando rapidamente, segundo Simon Blake Wilson, gerente de produtos DRM (Digital Rights Management) da SafeNet, eempresa de segurança e serviços de gerenciamento de direitos.

“Nos últimos 12 ou 18 meses, temos visto um mudança na atitude dos detentores dos direitos de músicas e televisão”, afirma. Em parte por conta de melhorias no DRM e pelo sucesso do iTunes. “Mas é também porque eles perceberam que distribuição, via web, está fora de controle e não há como pará-la”.

Entretanto, os estúdios que sempre têm feito os consumidores pagarem cada vez que adquirem o mesmo conteúdo em um novo formato estão sendo forçados a rever esse modelo, já que os consumidores querem pagar apenas uma vez e executar o conteúdo em qualquer lugar. E apesar do sucesso do serviço de download de vídeo da Apple, que mudou a maneira como os estúdios enxergavam o conteúdo digital, ainda não é possível escutar o single que você baixou do iTunes no seu celular LG Chocolate – ou mesmo fazer o stream através do sistema de musica Sonos – por causa dos esquemas de propriedade de gerenciamento de direitos digitais.++++
Allen acredita que o impasse será resolvido, mas somente depois que a velha guarda de Hollywood se aposentar e os donos do conteúdo e empresas de tecnologia colaborarem para a abertura dos padrões. Pode não ser necessário agora, mas provavelmente será preciso uma mudança corporativa para que as pessoas que compreendem o grande potencial da tecnologia, bem como as que não são apenas relutantes quanto a seu uso, possam abandonar as velhas maneiras de fazer negócio. Enquanto isso, os consumidores terão de conviver com toda sorte de conteúdo cerceado, como o iTunes, que suporta apenas certos aparelhos e/ou formatos, forçando os clientes a procurarem fontes diferentes para poder desfrutar do mesmo conteúdo em diferentes aparelhos.

Onde toda essa musica, vídeo e outro tipo de entretenimento estarão armazenados? Em qualquer lugar, do servidor de mídia a dispositivos móveis ou serviços baseados em rede como o Sharpcast, que pode sincronizar dados entre diferentes aparelhos.

“A idéia é que suas coisas sejam exibidas da mesma forma onde quer que você vá”, pontua Gibu Thomas, CEO da Sharcast. “Se eu tenho o iTunes no PC da minha casa, eu devo ser capaz de poder logar nele, a partir do meu aparelho móvel, e ver a mesma lista de músicas”.

Por enquanto, o serviço da Sharpcast é limitado a sincronizar fotos. Thomas afirma que desenvolvedores terceirizados estão trabalhando em soluções baseadas no Sharpcast para poder sincronizar vídeos e musicas – de novo, a habilidade de sincronizar conteúdo protegido ficará limitada às restrições de direitos digitais.++++
Conteúdo gerado pelos usuários em sites como Rewer e YouTube podem preencher as lacunas deixadas pelos provedores de serviço e estúdios. “Isso levará a novas formas de entretenimento”, diz Steven Starr, CEO da Rewer, que está negociando com diversas provedoras wireless para oferecer os vídeos do site a assinantes móveis.

“Adoramos um história bem contada, é por isso que alguns seriados são tão populares”, pontua Kurt Scherf, analista principal da Park Associantes. Entretanto, “uma outra expressão do entretenimento é a história que você quer contar ao mundo. Num certo ponto, todas as casas se tornarão um estúdio para os programas de vídeos caseiros engraçados”.

Flexibilização dos direitos digitais

Futuro06Sem que a problemática dos direitos digitais tenha um esquema que englobe os detentores dos direitos e os consumidores, o sonho de acessar qualquer conteúdo de qualquer aparelho a qualquer hora está longe de virar realidade. O esquema de gerenciamento de direitos digitais que predomina hoje é o sistema FairPlay da Apple, que permite tocar músicas adquiridas no iTunes em até cinco computadores autorizados de cada vez, assim como em qualquer iPod.++++
Mas se você quiser executar um vídeo do Windows Media no se iPod ou escutar uma musica do iTunes no seu celular, a sorte está contra você. Esses procedimentos de gerenciamento de direitos digitais não são compatíveis. Mas e se os direitos digitais da musica não estivessem atrelados ao aparelho e sim à sua identidade? Você poderia se logar em qualquer aparelho que quisesse e aproveitar todo o conteúdo disponível a você.

Essa é a idéia por trás do Open Media Commons Project Sun Microsystems, que se baseia num sistema de gerenciamento livre chamado DReaM (de ‘DRM everywhere available’). De acordo com Stefan Rust, diretor de estratégia corporativa e industrial da Sun, com o DReaM os consumidores poderão se logar num sistema de gerenciamento universal de identidade e executar os mesmo arquivos de mídia em qualquer aparelho que suporte o DReaM. Nota: nenhum fabricante deus sinais de planos para o DReaM ainda.

Outro sistema promissor que atrela os direitos digitais a identidade do usuário vem da Navio, um grupo de desenvolvimento do vale do silício que distribui conteúdo online para a Fox Sports e Disney. Além disso, a especificação do Marlin, que possui suporte da Sony, Panasonic, Philips e Samsung, foi projetada para permitir que os usuários acessem conteúdo através de qualquer aparelho conectado a sua identidade.

“O ideal seria que as pessoas tivessem identificadores online universais que pudessem ser acessados de qualquer aparelho ou serviço”, afirma Bill Rosenblatt, editor do DRMwatch.com, site dedicado a questões deadministração de direitos. Os grandes obstáculos não são poucos, incluem a falta de um padrão para gerenciamento de identidades, o custo para autenticação de software e hardware e as questões de privacidade. Segundo Rosenblatt, “defensores da privacidade realmente odeiam a idéia de uma grande base gerenciadora de identidades”. ++++
Enquanto isso, fabricantes de celulares, provedores wireless, estúdios e os gigantes de software (como a Microsoft) continuarão a diminuir as restrições dos esquemas de proteção, apresentando diferentes níveis de interoperabilidade. O gerenciamento de direito interoperáveis inevitavelmente chegará. Segundo John Desmond, vice presidente da MediaSentry Services da SafeNet, isso acontecerá porque a demanda é muito grande e os potenciais de receita também. 

“Há uma grande vontade em toda a indústria para se endereçar esse problema”, diz Desmond. “Temos muitas operadoras de celulares que apostaram alto na música móvel. Se não puderem tirar a música dos celulares e colocá-las no PC e no aparelho de som, será uma chance perdida”.

O futuro dos Games

Para se ter uma idéia de como os jogos serão no futuro, basta olha para o bolso. Similar a outras formas de diversão, o games se tornarão cada vez menores, móveis, sociáveis e conectados. Pelo menos é o que afirma Michael Cai, diretor de pesquisa de jogos e banda larga da Parks Associates.++++
“Portáteis como o Nintendo DS ou o PSP da Sony que podem baixar jogos diretamente do ar mudarão a maneira como vemos os jogos multiplayer online”, afirma. Com conectividade sem-fio de longo alcance embutida, os jogadores poderão acessar seu mundo virtual preferido e jogar contra seus amigos, estejam onde estiver. Os desenvolvedores de jogos e provedores de serviço ainda poderão enviar conteúdo aos portáteis através do ar.

Com a chegada dos aparelhos com suporte Wi-Fi embutido, redes WiMax de longo alcance (capazes de atravessar um cidade) ou uma rede 4G de banda larga de celulares, os jogadores poderão, independentemente de sua localização, se engajar em jogos online multiplayers, como o RuneScape, ou  sites de jogos como o ClubPogo.com.

Mesmo os jogos em si irão se transformar à medida que os jogadores de hoje se tornam os desenvolvedores de amanhã. Habitantes do mundo online, como a Second Life, já criam seus próprios territórios, personagens e tramas. Modificações dos usuários fizeram o popular jogo Half-Life o ainda mais popular Couter-Strike. Recentemente, a Microsoft tornou disponível o kit de desenvolvimento do Xbox, na esperança de que os gamers criem novas bibliotecas de jogos. 

O próximo grande passo no uso geral dos games pode vir já no próximo verão, quando o aguardado Spore de Will Wright deve chegar ao mundo. O criador do The Sims gastou 30 milhões de dólares no desenvolvimento de um mundo no qual os jogadores podem projetar seu próprio organismo, o qual terá vida e rapidamente irá evoluir em novos seres. Darwin agradeceria.++++
Alguns aparelhos condenados a desaparecer

Câmera fotográfica

Nascimento: 1975 Morte: 2012?

Futuro03A câmera digital sucumbiu aos 37 anos depois de um longo período de doença. Ela foi suplantada pela filmadora digital, que pode capturar tanto imagens estáticas quanto em movimento com igual facilidade, também pelos celulares com câmera, que já chegou a ser usado por pessoas indolentes em shows de rock. Não haverá funeral.

DVD

Nascimento: 1995 Morte: 2015?

Futuro05Assim como o videocassete, o DVD player se juntou ao coro do ostracismo, substituído pelo disco HD DVD e Blu-ray. Mas não por muito tempo. Um dia, a idéia de executar filmes em discos brilhantes ficará tão para trás quanto os vinis, graças ao baratos e rápidos serviços de vídeo e musicas de internet.

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