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Reunião das Nações Unidas discute problemas com lixo eletrônico

Evento no Quênia discutirá propostas para que fabricantes tenham maior responsabilidade com poluição provocada por seus produtos

Por John Blau, para o IDG Now!*

28/11/2006 às 11h25

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Evento no Quênia discutirá propostas para que fabricantes tenham maior responsabilidade com poluição provocada por seus produtos

Medidas para reduzir as milhões de toneladas de lixo eletrônicos geradas a cada ano por fabricantes de computadores, telefones celulares e gadgets domésticos serão o foco da conferência das Nações Unidas na capital do Quênia.

Representantes de cerca de 120 governos se reunirão em Nairobi, nesta segunda-feira (27/11), para iniciar discussões sobre como reduzir emissões de substâncias tóxicas, como chumbo, cádmio e mercúrio, encontradas em PCs e telefones, e promover programas de reciclagem de tantos componentes quanto possível.

As Nações Unidas estimam que cerca de 50 milhões de toneladas métricas de lixo eletrônico são geradas em todo mundo no próximo ano, representando mais de 5% de todo o lixo municipal sólido. Apenas nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de micros são jogados fora a cada ano.

Uma boa parte do desperdício acaba na África e em outros países em desenvolvimento, de acordo com as Nações Unidas.

A cada mês, mais de 100 mil computadores descartados estão entrando pelo porto nigeriano de Lagos, disse o SubSecretário Geral das Nações Unidas Achim Steiner em discurso.

Expertes locais estimam que mais de 75% dos PCs, TVs e telefones usados enviados para países em desenvolvimento não podem ser reutilizados e acabam poluindo as nações, com itens que são constantemente queimados, exalando gases tóxigos e líquidos perigosos.

Durante as discussões desta semana, serão propostas alternativas para que fabricantes sejam mais responsáveis por seus produtos, da mesa de design até a cadeia de distribuição.

Em discurso, Sachiko Kuwabara-Yamamoto, secretário-executivo da Convenção de Basel, que monitora substâncias perigosas, revelou alianças com diversos fabricantes de telefone celulares e operadoras, como Nokia, Sony Ericsson e Vodafone, para programas de reciclagem de milhões de aparelho móveis descartados anualmente.

*John Blau é editor do IDG News Service, em Düsseldorf.

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