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Câmeras fotográficas ganham espaço nas empresas. Saiba o que levar em conta na hora de escolher um modelo para o trabalho

Por Andreza Emília

01/12/2006 às 14h24

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Câmeras fotográficas ganham espaço nas empresas. Saiba o que levar em conta na hora de escolher um modelo para o trabalho

As vendas de máquinas fotográficas digitais crescem em ritmo acelerado. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e Imagem (Abimfi), em 2004 foi vendido 1 milhão de equipamentos.  Em 2005, esse número dobrou. A estimativa da associação é que o ano termine com 2,8 milhões de unidades, e que o volume chegue a 3,4 milhões em 2007.

E engana-se quem pensa que as máquinas são usadas apenas nos momentos de lazer. Elas também têm lugar nas empresas, em negócios como agências de comunicação, seguradoras e corretoras de seguros, hospitais, clínicas médicas e odontológicas.

Ao escolher um modelo de câmera para as empresas, é preciso estar atento a uma série de características. Segundo Jairo Rosenblit, gerente de marketing da divisão digital da Kodak, é fundamental que o equipamento seja fácil de usar. “Como vai passar por muitas mãos, a facilidade de uso serve para não inibir nem provocar subaproveitamento”, conta. “A linha Easyshare, por exemplo, tem menu em português e é auto-explicativa, já que ninguém quer perder tempo lendo manuais. Aliás, em empresas, é comum que ele desapareça”, lembra.

Máquinas compactas e resistentes são recomendadas pelo gerente de marketing da Elgin (que distribui os modelos da Canon no Brasil), Gino Cammarota. “É interessante que elas também tenham recursos acima do padrão doméstico, como formas de disparo automático e corpo de aço escovado.” “Nossas vendas corporativas são principalmente para hospitais e clínicas de cirurgia plástica, oftalmológica e odontológica, que precisam muito da função macro para fotografar a até 1 centímetro de distância do corpo do paciente e captar detalhes”, explica o gerente de câmeras fotográficas digitais da Sony, Fernando Salomão. “Também é importante que o equipamento tenha muita memória interna, já que as empresas não querem gastar mais comprando cartões para armazenamento”, completa.

No caso das empresas de seguros, quando um cliente procura uma delas, o corretor faz uma cotação para ver qual apólice oferece a cobertura mais ampla por um preço mais interessante. E muitos usam máquinas fotográficas digitais para enviar imagens do bem às seguradoras. “As fotos servem para elas avaliarem o risco e, conseqüentemente, o valor a ser cobrado”, explica Paulo Kalassa, da Kalassa Seguros. As empresas de seguros buscam modelos com recursos para fotos noturnas, já que é à noite que ocorre a maior parte dos sinistros.

A receita para escolher o equipamento mais adequado é ter em mente todas as funções que serão necessárias, de acordo com a área de atuação. “Nem sempre a resolução é o que mais conta. “O determinante pode ser o zoom óptico ou a espessura”, ressalta Salomão, da Sony.

Máquinas para todo tipo de terreno

Seguro para carro e casa não é novidade. Mas você conhece apólices para proteger o canteiro de obras? Existe uma modalidade para quem está construindo ou reformando um imóvel. A seguradora Tokio Marine oferece esse tipo de serviço, conhecido como seguro construção. O objetivo é proteger-se contra eventuais danos, roubos, enchentes, incêndios ou prejuízos a terceiros.

Para fiscalizar as obras, as máquinas são vitais. “As câmeras são nosso instrumento de trabalho. Fotografamos 250 construções por mês e seus arredores para registrar detalhes técnicos antes, durante e depois da execução da obra”, explica o gerente da área de riscos da engenharia da Tokio Marine, Alessandro Sanches. Para isso, ele conta com equipamentos terceirizados e três máquinas Sony Cybershot DSC-P43, com resolução de 4,1 megapixels. “Esse modelo oferece ótima relação custo–benefício, além de ser compacto. Muitas obras estão em terrenos íngremes e cheios de obstáculos. Quanto menor a máquina, mais fácil de transportá-la”, completa Sanches.

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