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Criptografia ganha espaço ao buscar melhoria de desempenho

Tendência de embaralhar informações tem maior presença no mercado corporativo. Agora, busca é por desempenho

Por Mark Hall, para o Computerworld

05/12/2006 às 12h05

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Tendência de embaralhar informações tem maior presença no mercado corporativo. Agora, busca é por desempenho

Faça criptografia em todas as suas informações e garanta um aumento em produtividade em tecnologia da informação. Essa é a previsão de Phil Dunkleberger, CEO da PGP, empresa californiana especializada em criptografia com 15 anos de fundação.

Para ele, esse destino é inevitável se as companhias adotarem rigorosamente os passos certos para embaralhar seus dados, independente se “eles estão armazenados, em movimento ou mesmo em uso”.

Fazendo o histórico da tendência, Dunkleberger recorda como o governo dos EUA estava criando entraves legais e burocráticos contra as empresas que buscavam ou ofereciam criptografia.
Segundo ele, o Tio Sam usava esse tipo de comportamento por que queria que as agências de espionagem fossem as únicas que dominassem a técnica. E explodiram história na imprensa sobre como os senhores das drogas colombianos usavam criptografia para ludibriar policiais indefesos.

“Ironicamente”, destaca Dunkleberger, “o governo hoje está encorajando, até exigindo, criptografia”. Ele garante que se a empresa optar por fazer a criptografia de todas as informações o tempo todo, a equipe de TI não vai precisar lidar com as inúmeras ferramentas de segurança para bloquear acesso aos dados (Identity and Acess Management - IAM), já que apenas os usuários com direitos de acesso poderão ver as informações sem criptografia.

Dunkleberger ataca, também, o conceito antigo que a criptografia entrava a rede e causa lentidão na performance dos sistemas. Segundo ele, as técnicas de compressão se desenvolveram bastante, o que acabou desobstruindo os canais da rede. 

No final de dezembro, a companhia vai lançar o PGP 9.5.2, que faz automativamente a criptografia dados armazenados em periféricos como drives USB, silos de dados compartilhados ou discos removíveis. A assinatura anual começa em 49 dólares por usuário.

O executivo acrescenta, contudo, que a criptografia não acaba com o problema de vírus e spyware na rede. Por isso, aconselha, mantenha a estrutura de proteção antimalware funcionando e atualizada.

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