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Filadélfia trabalha em software que prevê assassinatos

O programa, em desenvolvimento com a ajuda de especialista, identificará quem tem maior probabilidade de cometer homicídio

Por Michael Cooney*, para o IDG Now!

05/12/2006 às 12h09

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O programa, em desenvolvimento com a ajuda de especialista, identificará quem tem maior probabilidade de cometer homicídio

A taxa de criminalidade da Filadélfia pode ser maior do que se pensa. A cidade anunciou na segunda-feira que está trabalhando com o criminologista Richard Berk, da Universidade da Pensilvânia, no desenvolvimento de um software capaz de identificar possíveis assassinos.

Berk e outros dois colegas construíram um protótipo que pode dizer quais entre os detentos têm maior probabilidade de matar alguém no futuro, segundo uma matéria do Philadelphia Inquirer, com dados do departamento de liberdade condicional da cidade.

O programa parece ter saído do filme "Minority Report – a Nova Lei", dirigido por Steven Spielberg, no qual os crimes eram previstos e evitados pela polícia antes mesmo de acontecerem.

Segundo o jornal, pesquisas iniciais indicam que o sistema baseado no software aumenta as chances de policiais preverem homicídios com precisão em 40%, comparado aos métodos usados atualmente para esse fim.

Falta apenas descobrir uma maneira de sincronizar o software com o sistema de tecnologia da informação do departamento. Especialistas, no entanto, concordam num ponto: tentar classificar quem pode ser um homicida é complicado e capcioso, na melhor das hipóteses.

Quando perguntado quais indicadores de assassinato, se é que há algum, podem ser considerados confiáveis, Berk ressaltou um em particular: a exposição à violência na juventude. Em outras palavras, pessoas que cometem crimes violentos cedo na vida têm maiores probabilidades de cometer outro igual ou pior novamente.

Berk, segundo a página virtual da universidade, trabalha com vários assuntos ligados à criminologia, incluindo sistemas de classificação e colocação de presidiários, estratégias jurídicas para reduzir a violência doméstica, o papel da raça na pena de morte, maneiras de detectar violações das leis ambientais e previsão de mudanças de curto prazo nos padrões do crime urbano. Para ele, a pena de morte serve como um desestimulador.

Michael Cooney é editor do IDG News Service, em Framingham

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