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China e Índia serão os propulsores de inovações tecnológicas, diz IBM

Epicentro da inovação está se deslocando do Ocidente para o Oriente, como Índia e China, diz vice-presidente da IBM

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!*

06/12/2006 às 11h11

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Epicentro da inovação está se deslocando do Ocidente para o Oriente, como Índia e China, diz vice-presidente da IBM

Com vantagens competitivas como contingentes populacionais que representam mais de um terço da população mundial, custos reduzidos e habitantes jovens, Índia e China devem puxar a inovação tecnológica essencial aos negócios nos próximos anos, na visão da IBM.

Os dois países emergentes são considerados tão estratégicos para a Big Blue, que a companhia designou um executivo exclusivamente dedicado aos mercados: Michael Cannon-Brookes, vice-presidente de desenvolvimento de negócios para China e Índia.

Inspirado pelo popular livro “The world is flat”, de Thomas Friedman, Cannon-Brookes defende que o epicentro da inovação está se deslocando do Ocidente para o Oriente e as economias emergentes apresentam-se como os maiores centros de talentos do mundo. “Em uma pesquisa recente, realizada em 70 países, ouvimos mais de 150 mil pessoas a respeito de idéias inovadoras. Depois dos Estados Unidos, a China foi o país que mais contribui”, observa o executivo.

Cannon-Brookes apresentou ainda dados de mercado que apontam que juntas, Índia e China formam mais de 1 milhão de engenheiros ao ano, enquanto os Estados Unidos formam apenas 700 mil. Outro dado apontando pelo executivo para ilustrar o potencial de inovação destas economias é o quadro de envelhecimento dos profissionais.

Em 2025, a idade média do profissional de TI deve subir para 50 anos, no Japão, e 45 anos na Europa Ocidental; o profissional indiano, em contrapartida, terá idade média de 30 anos – hoje a média é de 24 anos. Na China, a idade média estimada será de 39 anos, mesma faixa dos Estados Unidos, o que se explica apenas pela política de controle de natalidade do país.

“Isso terá um impacto muito além das fronteiras destes países”, aponta o executivo. Há cerca de quatro anos, a companhia adotou um modelo de operação que prioriza a distribuição dos processos – sejam eles de administração, pesquisa, desenvolvimento, fabricação, suporte ou serviços – pelas diversas unidades da companhia ao redor do globo, tornando países como Brasil, Rússia, Europa Oriental e Filipinas, além de Índia e China, estratégicos para a corporação.

Segundo Cannon-Brookes, a companhia obteve em 2005 uma economia de 6 bilhões de dólares com a centralização dos processos de estoque e logística. Em seis anos, a empresa reduziu de 300 para três os centros de operação destas atividades e hoje todas se concentram na Hungria, na China e na Índia.

*Daniela Moreira viajou para Bangalore a convite da IBM.

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