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HP paga US$ 14,5 milhões para encerrar processo civil por espionagem

Indenização paga pela companhia custeará "Fundo de Privacidade" a ser usado pela Califórnia para garantir ética corporativa

Por Robert Mullins, para o IDG Now!*

08/12/2006 às 11h17

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Indenização paga pela companhia custeará "Fundo de Privacidade" a ser usado pela Califórnia para garantir ética corporativa

A HP fechou um acordo avaliado em 14,5 milhões de dólares pelo processo civil relacionado ao escândalo de espionagem promovido pela companhia.

Sob os termos do acordo com a Justiça da California, a HP pagará 13,5 milhões de dólares para criar um "Fundo de Privacidade" para atividades legais de incentivo a direitos autorais e privacidade operado pelo Departamento Estadual da Promotoria.

A companhia também pagará 650 mil dólares em penalidades civis e 350 mil dólares para cobrir despesas da investigação, afirmou o Promotor Geral da Califórnia Bill Loclkyer na tarde desta quinta-feira (07/12).

Executivos da HP e investigadores privados contratados pela companhia ainda enfrentam acusações sobre o escândalo, que envolve um uso alegado de se fingir ser alguém para obter registros telefônicos pessoais.

Em anúncio feito simultaneamente a Lockyer, a HP detalhou diversas reformas internas que fará em práticas de negócios e investigações.

A Promotoria Geral e advogados locais usarão o "Fundo de Privacidade" para investigar e punir violações de privacidade de direitos intelectuais. A cada ano, cerca de 1 milhão de dólares será alocado para o fundo - metade ds Promotoria e metade dos advogados locais.

"Este acordo deve ajudar a guiar companhias pelo país que queiram proteger informações corporativas confidenciais sem violar ética corporativa ou direitos privativos. E o no fundo ajudará a assegurar que, quando empresários cruzem a linha, eles serão punidos de maneira exemplar", disse Lockyer.

O processo civil carrega as mesmas alegações que o estado fez em sua acusação criminal em outubro contra a ex-presidente do conselho da HP, Patricia Dunn, o ex-advogado geral da empresa, Kevin Hunsaker, e três outros detetives particulares que a HP contratou para rastrear vazamentos dentro do conselho.

As acusações incluem testemunhos falsos ou fraudulentos para obter informações confidenciais de utilidade pública, uso indevido de dados, roubo de informações e conspiração.

Como o escândalo estourou em setembro, o chief execuive officer da HP, Mark Hurd, que sucedeu Dunn como presidente do conselho, alegou que a HP se redimiria.

A companhia disse na quinta-feira que contratará o membro do conselho Kennedy Thompson como diretor independente, para revisar e reportar se conselho da empresa trabalha conforme princípios éticos e legais relacionados às investigações.

A HP já cumpriu duas obrigações do acordo quando nomeou Jon Doak como novo diretor de ética e apontou o ex-advogado federal Bart Schwartz como "autoridade qualificada" para revisar práticas da HP durante a investigação e sugerir mudanças necessárias.

A companhia também prometeu revisar o treinamento oferecido a empregados para enfatizar ética e garantir que códigos de ética dos fabricantes com que a HP faz negócios também especifiquem seu comportamento ético durante as investigações.

O acordo não deverá ter impacto no caso criminal, disse Bill Keane, procurador de defesa da Farella Braun+Martel, em São Francisco. Caso a HP esteja fazendo o bem em doar dinheiro para o fundo de privacidade, não espere que a corte federal facilite a vida da empresa, afirmou ele.

"Justiça sempre viu a lealdade corporativa e conduta individual como condutas separadas", disse Keane.

*Robert Mullins é editor do IDG News Service, de São Francisco.

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