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Memória desenvolvida pela IBM pode substituir HDs e chips em flash

Chamada de "memória com mudança de etapa", novidade usa energia de maneira mais eficiente e pode ser produzida em massa a partir de 2015

Por Dan Nystedt, para o IDG Now!*

11/12/2006 às 11h24

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Chamada de "memória com mudança de etapa", novidade usa energia de maneira mais eficiente e pode ser produzida em massa a partir de 2015

Discos rígidos e drives com memória flash podem ter uma rival na nova tecnologia de memória com mudança de etapa, desenvolvida por um grupo de companhia liderado pela IBM.

As companhias anunciaram nesta segunda-feira (11/12) resultados das suas últimas pesquisas sobre a tecnologia, que, segundo eles, armazenará melhor músicas, imagens e outros dados em iPods e câmeras digitais que a atual memória flash, com possibilidade de substituir discos rígidos em breve.

Entre os avanços, as companhias construíram um protótipo que roda 500 vezes mais rápido que a atual memória flash usando metade da energia para gravar dados em uma célula de memória, revelou o grupo.

Os circuitos no aparelho são muito menores que os usados nos atuais chips em flash, medindo apenas 3 nanômetros por 20 nanômetros, e demonstram que, ao contrário do flsh, a memória com mudança de etapa poderá ser produzida pelas técnicas de fabricação avançadas focadas para uso em 2015, afirmou.

O progresso veio parcialmente do desenvolvimento de um novo material para construir chips de memória, uma liga de germânio na qual pesquisadores adicionaram outros elementos para melhor suas propriedades. As companhias já entraram com pedido de patente do material.

Além da IBM, o grupo de desenvolvimento conta com Qimonda, braço para memória DRAM da Infineon Technologies, e a Macronix International.

O grupo planeja discutir suas descobertas no Encontro Internacional de Aparelhos Eletrônicos, realizado em São Francisco pelo Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos.

A memória com mudança de etapa parece promissora, principalmente por ser um novo tipo de memória não volátil - memória que mantém dados armazenados mesmo sem energia elétrica.

O flash também é não volátil, mas a nova memória pode usar a descarga energética de maneira mais eficiente, defendem os pesquisadores.

A tecnologia flash encontra um percalço no futuro. Na medida em que engenheiros fazem circuitos cada vez menores, os dispositivo vazam mais energia e perdem sua habilidade de armazenar dados após serem desligados.

O limite de tamanho parece ser de 45 nanômetros, mesmo que a indústria de TI ainda leve alguns anos até usar tecnologias tão pequenas de produção.

A nova memória pode ser diminuída para 22 nanômetros e parece ser mais durável que a memória flash, que perde poder de armazenamento após 100 mil gravações, afirmam seus pesquisadores.

Enquanto seu prospecto parece brilhante, a tecnologia ainda enfrenta diversas dificuldades. Novos designs para chips parecem ser fáceis de produzir e precisam tem custo baixo o suficiente para atrair fabricantes de gadgets.

A Rambus enfrentou o problema quando seus chips falharam ao tentar substituir o DRAM como principal tipo de memória para PC há alguns anos, mesmo com o apoio da Intel.

O problema, afirmam algumas companhias, é que a produção dos chips era muito cara, mesmo que a Rambus discordasse publicamente da assertiva.

*Dan Nystedt é editor do IDG Nes Service, em Taipei.

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