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Para estudo, 43% dos sites de downloads instalam programas maliciosos

Avaliação de 98 sites de download encomendada pela Microsoft revela que 17% dos usuários destes serviços estão mais vulneráveis

Por Redação do IDG Now!

12/12/2006 às 15h49

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Avaliação de 98 sites de download encomendada pela Microsoft revela que 17% dos usuários destes serviços estão mais vulneráveis

De acordo com uma avaliação feita pelo laboratório de tecnologia da consultoria IDC com 98 sites de downloads de arquivos gratuitos ou a preços acessíveis, 43% carregam programas maliciosos como vírus e cavalos-de-tróia.

A pesquisa encomendada pela Microsoft e publicada em outubro, nos Estados Unidos, informa que 73% dos softwares piratas disponíveis na Internet contêm vírus e ainda declara que estes usuários estão 17% mais suscetíveis a ter seus computadores infectados por programas maliciosos.

Entre os sites que oferecem download de chaves de ativação, softwares piratas e ferramentas para quebrar códigos de produtos como o Windows XP e o pacote Office de produtividade da Microsoft instalam programas maliciosos ou indesejados na máquina do usuário. O mesmo foi verificado em 59% das ferramentas de geração de chaves de ativação e de quebra de códigos e, redes de compartilhamento de arquivos (P2P).

O estudo realizado em agosto foi feito em três laptops rodando o software VMware 5.5.1, com o sistema operacional Windows XP (SP2) completo e o browser Internet Explorer 6.02. Os softwares anti-malware usados foram o McAfee VirusScan Enterprise 8.0i e o eTrust Antivirus r8 para Windows, da Computer Associates.

Do total de 116 arquivos baixados pelos pesquisadores, 13 (11%) continham códigos maliciosos ou sistemas indesejados. Dos 94 softwares obtidos em redes P2P, 55 deles (59%) continham as mesmas características.

O estudo avaliou dados coletados pela Microsoft sobre a oferta de softwares piratas em CD e informa que 25% dos CDs com cópias ilegais não funcionam e mais de 33% possuem chaves de liberação roubadas.

Prejuízos

Pelas estimativas da IDC, uma empresa desembolsa, em média, 10.617 dólares por incidente relacionado a acesso não-autorizado à rede, 7.903 dólares por infecção da rede por vírus e 21.500 dólares se for vítima de roubo de informações.

A estimativa se baseou na pesquisa anual  "Crimes de Computador e Segurança" - feita em 2006 pelo CSI e pelo FBI com 616 profissionais de segurança de dados em empresas norte-americanas.

O estudo revelou que 65% das empresas entrevistadas foram vítimas de ataques de vírus, 32% de acesso não-autorizado à rede, 15% de invasão e 9% de roubo de informações confidenciais.

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