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PCs x eletrônicos: não tem comparação!

Quando se fala em PC, raramente fazer tudo significa fazer direito

Por Stephen Manes, PC World (EUA)

13/12/2006 às 12h01

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Quando se fala em PC, raramente fazer tudo significa fazer direito

Stephen ManesHá alguns anos, o computador doméstico vinha com um software capaz de transformar o PC em secretária eletrônica. Inicialmente, parecia uma boa idéia – quem poderia reclamar de funcionalidades adicionais sem custo extra?

Mas, no final das contas, todos se queixavam do fato de que o programa trazia mais dor de cabeça do que benefícios, especialmente se ele fosse comparado com os aparelhos eletrônicos dedicados a essa função.

Essa idéia se foi, mas o conceito tornou-se um padrão. Por que não substituir um produto X (a secretária eletrônica, o telefone, o CD player...) por um programa a ser executado no PC? O computador em cima da escrivaninha possui uma grande quantidade de poder não utilizado. Teoricamente, tudo o que é preciso fazer é instalar o software que, graças à flexibilidade do micro, poderia fazer mais do que qualquer aparelho isolado seria capaz.

Contudo, sempre há complicações que tornam a substituição pelo PC mais difícil de se realizar – e menos confiável de adotar do que o simples e prático aparelho original. E todo aquele poder não usado nunca é suficientemente aproveitado. E um novo conceito começa a se consolidar: os PCs são baratos, então por que não dedicá-los a qualquer tarefa?

Nada de gerenciar seu entretenimento e trabalhar numa única máquina no escritório. Em vez disso, instale um Media Center PC logo abaixo da televisão na sala de estar e dedique-o à diversão. Precisa de um controle remoto? É só usar um computador compacto para a tarefa.

Conforme a HP e um equipamento humildemente batizado de Exceptional Innovation mostraram na Cedia, conferência sobre home theater, realizada nos Estados Unidos em setembro, é possível usar um media center ou Ultra Mobile PC para controlar coisas como a luz, sistema de segurança e até a abertura das persianas, tudo na rede da sua casa.

Perdoem-me o ceticismo, mas eu ainda vejo grandes falhas nesse tipo de acessibilidade. Como você já deve ter notado, os PCs Windows não são exatamente confiáveis. O que aconteceria se você programasse o media center para gravar algum filme durante a madrugada e, em vez disso, ele resolvesse fazer o download, instalar os últimos updates de segurança e reiniciar sozinho? E se o antivírus tentasse bloquear um intruso desabilitando o acesso à rede (como o meu fez recentemente) até que o computador fosse reiniciado?

E, numa época em que é possível alugar um DVR de alta definição (dispositivo popular nos Estados Unidos e que armazena a programação dos canais por assinatura em um disco rígido) de sua companhia de TV a cabo por 10 dólares por mês, por que alguém iria querer atrapalhar-se com um PC?

Claro, alguns computadores fazem coisas que aparelhos isolados não conseguem , mas vale lembrar que essas coisas não costumam ser realizadas com computadores baratos. Pelo menos por enquanto, os eletrônicos que uso não são PCs. São DVD players, DVRs, videogames e tocadores de música que se encaixam no meu sistema estéreo.

Eles podem precisar de mais cabos e espaço, mas, em compensação, custam menos do que um PC, além de serem capazes de algo que os computadores atuais não são: simplesmente funcionar.

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