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Internauta poderá acompanhar lançamento do satélite Corot ao vivo

Satélite francês, que buscará localizar planetas com condições semelhantes à Terra, será lançado nesta quarta-feira (27/12)

Por Redação do IDG Now!

26/12/2006 às 12h33

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Satélite francês, que buscará localizar planetas com condições semelhantes à Terra, será lançado nesta quarta-feira (27/12)

Os internautas poderão acompanhar ao vivo o lançamento do satélite francês Corot na próxima quarta-feira (27/12), a partir das 12h18 no site da agência espacial francesa CNES.

O satélite, que será lançado da base de Baikonur, no Cazaquistão, às 12h23 (horário de Brasília), tem o objetivo de localizar, fora do sistema solar, planetas com condições semelhantes à da Terra, que possam abrigar vida.

A missão histórica também é um marco para o Brasil já que, pela primeira vez, astrônomos brasileiros participaram diretamente do desenvolvimento de um satélite científico.

Segundo o professor Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), que coordena a participação brasileira no projeto, existem pouco mais de 200 planetas conhecidos fora do sistema solar. Mas todos eles são gigantes gasosos, como Júpiter, onde não há possibilidade de existência de vida como conhecemos.

A tecnologia do Corot, no entanto, permitirá identificar planetas rochosos tão pequenos quanto o nosso. O satélite detecta planetas ao registrar variações na intensidade da luz que eles causam quando passam diante de uma estrela. Mas essa variação é quase insignificante: um décimo milionésimo da intensidade luminosa original.

Além da descoberta de novos planetas, o satélite também tem a missão de estudar a sismologia estelar, isto é, a estrutura e a evolução das estrelas.

O satélite pesa 600 quilos, tem 4 metros de altura e 6 metros de envergadura dos painéis solares. É equipado com um telescópio de 270 milímetros, uma câmera com ângulo de 10 graus, quatro detectores e uma central eletrônica de controle, processamento e transmissão de dados.

Durante três anos, o Corot vasculhará uma região de 10 graus em duas direções opostas.

Pacheco afirma que cerca de 80 cientistas brasileiros estão envolvidos com o projeto, que teve investimentos de 2 milhões de dólares do Ministério da Ciência e Tecnologia. A contribuição brasileira foi equivalente a 2% do custo do satélite, segundo ele.

O projeto, liderado pela França, tem participação da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha e Brasil. Segundo o cientista, a contribuição brasileira ocorreu de três formas: a utilização de uma estação de recebimento de dados em Alcântara (MA), a participação de cinco engenheiros na elaboração do software embarcado no satélite e nos estudos científicos de pré-análise dos alvos do Corot.

Com informações da Agência Fapesp

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