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Adoção do Vista pode ser afetada por ferramenta de proteção, diz análise

Estudo sobre ferramenta que desabilita acesso a funções avançadas do Vista sugere que MS pode ajudar popularização de Linux e Mac OS X

Por Chris Mellor, para o IDG Now!*

29/12/2006 às 12h07

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Estudo sobre ferramenta que desabilita acesso a funções avançadas do Vista sugere que MS pode ajudar popularização de Linux e Mac OS X

Usuários de PC ao redor do globo podem descobrir que drivers pararam de funcionar com o Vista caso o sistema detecte acesso a conteúdo não autorizado.

Peter Gutman, pesquisador de engenharia da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, escreveu o estudo "Uma análise da proteção de conteúdo do Windows Vista".

O pesquisador reconhece que o Vista está tentando atingir o impossível ao proteger acesso a conteúdo premium.

Gutman acha que estas verificações associadas ao aumento nos custos de hardware gráfico tornarão a especificação de proteção de conteúdo do Vista "a maior carta de suicídio da história".

O conteúdo protegido por tecnologia de gerenciamento de direitos autorais (do inglês, DRM) precisam passar por diferentes plataformas, o que significa que placas gráficas usando interfaces não seguras não poderão ser usadas em PCs com o Vista.

O sistema usa mais recursos da CPU já que "a proteção de conteúdo do Vista pede que aparelhos se desinstalem se caso detectem algo fora do padrão", descreve o estudo de Gutman.

Para também "prevenir o acesso a sistemas internos de comunicação, todos os fluxos de comunicação precisam ser autenticados ou encriptados. Conteúdo enviado para aparelhos de vídeo, por exemplo, precisam ser encriptados com o protocolo AES-128", continua o estudo, sugerindo que a encriptação pede desempenho melhor da máquina.

Drivers de dispositivos do Vista são consultados pela função do Vista trinta vezes em um mesmo segundo, para garantir que o sistema de hardware mantém suas configurações originais.

É evidente que o Vista será muito mais recursos que versões anteriores pediam do micro do usuário, o que deverá levar a uma degradação da qualidade de reprodução multimídia, ao não ser que o usuário tenha comprado o conteúdo premium da Microsoft, afirma o documento.

O estudo finaliza afirmando que tais fatores além do necessário para o usuário médio podem se provar um catalisador contra a Microsoft para aumentar a popularidade de sistemas como o Linux ou o Max OS, da Apple, entre desktops domésticos.

*Chris Mellor é repórter do TechWorld, em Londres.

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