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Redes zumbi são as piores ameaças digitais atualmente

Segundo a Microsoft, exércitos de máquinas controladas remotamente por crackers representam, hoje, espinha dorsal do crime digital

Por Robert McMillan, para o IDG Now!*

29/12/2006 às 12h19

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Segundo a Microsoft, exércitos de máquinas controladas remotamente por crackers representam, hoje, espinha dorsal do crime digital

Controladas à distância por crackers, as redes zumbis - conhecidas também como botnets - são formadas por milhares de máquinas comprometidas que são organizadas para realizar um ataque coordenado em um mesmo ponto, notadamente para ataques do tipo "negação de serviço" ou para envio de spam.

Apenas no primeiro semestre de 2006, a atividade fraudulenta teve, segundo dados Symantec, mais de 4,5 milhões de máquinas escravas. Esses são alguns dos motivos pelos quais a Microsoft vê as redes zumbis com tanto cuidado.

“As redes zumbis são a espinha dorsal do crime digital de hoje”, diz Aaron Kornblum, advogado senior do Time de Reforço à Segurança da Microsoft, equipe criada em 2002 para oferecer suporte contra o crime digital.

Ele acrescenta que “os botnets são as ferramentas de criminosos digitais profissionais, por oferecer um poder muito grande. E esse poder pode ser usado para uma série de ataques pela internet”.

Estes exércitos de computadores comprometidos estão por trás de práticas como o spam, o phishing e ataques de "negação de serviço".

Mais recentemente, os crackers usaram botnets para a chamada fraude de clique, técnica na qual as máquinas vítimas são usadas para bombardear anúncios na web gerando cliques automáticos, o que engorda o pagamento reservado ao anunciante.

O time tem, atualmente, 65 pessoas dedicadas a analisar o cenário do cybercrime.

Além das botnets, o grupo combate também pornografia infantil, vírus, spam e seqüestro de URLs. No último ano, o time auxiliou forças policiais do mundo todo a quebrar esquemas mundiais de phishing, como um registrado na Bulgária.

“Infelizmente, o phishing continua sendo uma ameaça seríssima”, afirma Kornblum. Ele destaca a movimentação desse crime na direção de instituições financeiras de médio e pequeno porte, um caminho que oferece ainda muitos usuários despreparados.

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