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Bens culturais brasileiros roubados são inseridos na base da Interpol

Cerca de 80 obras procuradas serão inseridas no banco de dados da Interpol e poderão ser acessadas pela internet

Por Redação do IDG Now!*

02/01/2007 às 14h16

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Cerca de 80 obras procuradas serão inseridas no banco de dados da Interpol e poderão ser acessadas pela internet

A Polícia Federal, por meio da Interpol, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, realizou nova ação na busca por bens culturais tombados que foram roubados, furtados ou desaparecidos. Cerca de 80 obras procuradas pelo Iphan, selecionadas na etapa inicial desse trabalho, serão inseridas no banco de dados da Interpol, tanto para circulação na sua rede segura, como para permitir o acesso ao público pela internet.

Certas obras do patrimônio brasileiro despertam interesse estrangeiro, como a pintura de Henry Matisse roubada do museu da Chácara do Céu, que está entre as obras mais procuradas pela Interpol. “Guardamos a desconfiança de que certas peças do nosso patrimônio estejam no exterior, pois despertam o interesse do comércio ilícito internacional”, explica Til Costa Pestana, subgerente de Bens Móveis e Integrados do Iphan. Segundo Til Pestana, os bens culturais são visados por uma série de motivos, até para o crime de lavagem de dinheiro.

Segundo informações da Interpol, para combater o roubo de bens culturais, tanto o público como as organizações envolvidas no problema e precisam se inteirar do assunto. É esse o objetivo da entidade internacional ao se atualizar o seu banco de bens culturais procurados.

O patrimônio nacional sofreu uma série de perdas, principalmente no Rio de Janeiro, de obras de artes plásticas, como esculturas e pinturas, e de objetos de arte sacra, como imaginárias e objetos litúrgicos. As últimas obras roubadas do Iphan foram imagens sagradas em madeira da Igreja Nossa Senhora da Conceição de Almofala, em Itapema (CE); um cálice litúrgico do Mosteiro de São Bento, em Olinda (PE); e uma coroa em prata portuguesa do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, em Embú (SP).

De acordo com informações da Interpol, tanto países desenvolvidos como em desenvolvimento são afetados igualmente pelo roubo de bens culturais. Por isso a polícia internacional está se empenhando em uma série de ações e desenvolvendo parcerias para combater o comércio ilícito de objetos culturais. O banco de dados de obras procuradas pela Interpol está disponível na web.

*Com informações da agência da Polícia Federal.

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