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Sebrae cria bolsa eletrônica de negócios para pequenas empresas

Empresas poderão cadastrar seus produtos no ambiente, oferecendo lojas virtuais para as outras empresas

Por Redação do IDG Now!*

04/01/2007 às 11h04

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Empresas poderão cadastrar seus produtos no ambiente, oferecendo lojas virtuais para as outras empresas

Os micro e pequenos empresários vão ganhar  este ano um novo ambiente eletrônico para fazerem seus negócios e obterem ganhos em termos de competitividade. A Bolsa de Negócios, idealizada em parceria pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, será implementada em fevereiro. A informação é do diretor da área Técnica do Sebrae, Luiz Carlos Barboza.

“Através de um site, as empresas poderão cadastrar seus produtos e colocar como se fossem lojas virtuais  para as outras empresas. Isso vai estimular então a compra de produtos de pequenas empresas”, explicou Barboza. Segundo avaliou o diretor Técnico do Sebrae Nacional, a Bolsa de Negócios será um ambiente mais ativo do que o existente no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para transações de pequenos empreendedores no portal eletrônico do banco, através do Cartão de Crédito da instituição.

Na Bolsa de Negócios, serão estimuladas as empresas apoiadas pelo Sebrae Nacional nos Arranjos Produtivos Locais (APLs), que reúnem em uma mesma região várias empresas com a mesma vocação, incentivando as redes de empresas fornecedoras com os  compradores. “Vai ser uma coisa muito mais orientada, mais dirigida. Não é simplesmente colocar no site  e deixar de forma passiva. Há todo um trabalho ativo no sentido de fomentar as vendas”, esclareceu Luiz Carlos Barboza.

O diretor do Sebrae informou que  a idéia é  que o projeto contemple, de início, os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. Nos primeiros seis meses de implementação, serão feitas as correções necessárias ao novo sistema. Depois, o processo será de expansão pelas demais unidades da federação, o que  tem conclusão prevista para, no máximo, o início de 2008, estimou Barboza.

Os primeiros setores que serão incluídos  na Bolsa de Negócios são têxteis e de confecções, calçados e móveis, relatou o diretor do Sebrae Nacional. “Depois, é deixar livre para os 35  setores que são apoiados por nós”, destacou Barboza. Ele salientou que o projeto vai promover a inclusão digital dos micro e pequenos empreendimentos “porque, em paralelo a isso, há um trabalho  de capacitação para os empresários usarem essa ferramenta e outros instrumentos que são permitidos pela informática”.

O projeto desenvolvido pelo Sebrae aproveita, conforme explicou Luiz Carlos Barboza, a “expertise” da Câmara Brasileira de  Comércio Eletrônico na parte de tecnologia e funcionamento metodológico. A Bolsa vai aumentar a competitividade das pequenas empresas, frisou o diretor. Ele acentuou que “o que nós precisamos é ampliar os mecanismos de acesso ao mercado para as pequenas empresas. Normalmente elas têm um mercado local ou regional. Através da Bolsa, a gente permite que  possam estar sendo acessados mercados mais distantes, em escala  nacional”, afirmou.

Para as micro e pequenas empresas, o projeto trará ganhos especialmente em termos de expansão das vendas, acentuou Barboza. “Com mais vendas, vai gerar mais renda, mais empregos”, apostou.

*Com informações da Agência Brasil.

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