Home > Notícias

Justiça de SP nega que mandou tirar YouTube do ar

Desembargador diz que mandou bloquear acesso ao vídeo. Perito explica como medida de impedir acesso ao YouTube é possível

Por Redação do IDG Now!*

05/01/2007 às 11h46

Foto:

Desembargador diz que mandou bloquear acesso ao vídeo. Perito explica como medida de impedir acesso ao YouTube é possível

O Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, está informando que o desembargador Ênio Santarelli Zuliani não está ordenando a retirada do YouTube do ar, conforme publicou o IDG Now!, mas sim impedindo o acesso ao vídeo de supostas cenas de sexo da apresentadora Daniella Cicarelli e o seu namorado Renato Malzoni, em uma praia na Espanha.

O texto do despacho do desembargador diz que se deve pedir a “colocação do filtro na solicitação de acesso ou na entrada da resposta no website americano, de forma a inviabilizar, por meio completo, o acesso, pelos brasileiros, ao filme do casal”.

Nesta quinta-feira (04/01), o advogado de Daniela Cicarelli e Renato Malzoni, Rubens Decossau Tilkian, em entrevista ao IDG Now!, confirmou o pedido de bloqueio dos usuários brasileiros ao site como forma de punir o YouTube pela não retirada do vídeo do ar.

O perito Paulo Cesar Breim, responsável pelo laudo técnico na qual se baseia a decisão do desembargador Ênio Zuliani, disse ao IDG Now! que é tecnicamente possível fazer o bloqueio ao YouTube.

“Basta às empresas que controlam o link internacional colocar no roteador um filtro para aquele endereço”, declarou ele. Segundo o perito, poucas empresas no Brasil controlam o link internacional.

De acordo com o Breim, essa medida pode ser feita de imediato e não tem nenhum custo para as operadoras. Ele explicou que essa prática é usada em para se prevenir de ataques de negação de serviço (DoS, da sigla em inglês).

Os ataques de negação de serviço são uma tática usada por hackers para tirar um site do ar.

Com a explicação do desembargador, de que só quer impedir o acesso ao vídeo, seria necessário, toda vez que o vídeo fosse republicado no YouTube, mas em outro endereço, colocar um novo filtro.

Desde que foi publicado pela primeira vez no YouTube, em setembro de 2006, o vídeo já foi retirado e republicado várias vezes. Ele pode ser encontrando também em outros sites internacionais de compartilhamento de vídeo.

Todas as partes envolvidas, incluindo as operadoras de telecomunicações que devem ser notificadas para a colocação do filtro, podem recorrer da decisão.

*Com informações de Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail