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Maioria dos europeus ainda duvida da viabilidade de VoIP

Apesar da previsão de que 75% do tráfego de voz no próximo ano seja feito sobre IP, ainda há dúvidas sobre a viabilidade para os negócios

Por Redação da Dealer World

05/01/2007 às 16h13

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Apesar da previsão de que 75% do tráfego de voz no próximo ano seja feito sobre IP, ainda há dúvidas sobre a viabilidade para os negócios

Em 2007, 75% do tráfego de voz será feito sobre IP, segundo estudo da Frost&Sullivan. Apesar disso, a consultoria revela que mesmo com ofertas tentadoras de redução de custos e as funcionalidades que proporcionam, a viabilidade da tecnologia aplicada aos negócios ainda é questionada.

Concretamente, o estudo mostra que 73% dos respondentes europeus da tecnologia estão preocupados com a qualidade e a viabilidade do VoIP. Assim, de acordo com a pesquisa encomendada pela Compuware, 39% das companhias não acreditam no rendimento das aplicações de voz antes que sejam colocadas em marcha, não podendo, portanto, antecipar o efeito que terá na rede e, consequentemente, assegurar que a aplicação funciona com absoluta viabilidade quando aplicada ao negócio.

Segundo Michael Allen, diretor global para soluções de rendimento da Compuware, “as empresas tem claro que a qualidade e a viabilidade são essenciais na hora de adotar soluções de VoIP”.

Entretanto, quando se observam os passos dados pelas companhias antes de implementar a solução, são numerosas as ocasiões em que não se verifica como esta nova tecnologia vai se encaixar no resto da rede e os efeitos que pode provocar.

Este informe também indica que as empresas não estão aplicando nenhuma estratégia para monitorar a qualidade das chamadas sobre VoIP, depois que o sistema já está em funcionamento. Somente 8% das empresas entrevistadas gerenciam ou monitoram as chamadas, ou estão preparadas para fazê-lo em escala individual.

Vale ressaltar que somente é possível obter a visibilidade necessária para poder assegurar que um sistema de VoIP funciona corretamente dentro de uma rede de empresa, realizando uma monitoração individual.

Em relação a isso, 37% dos diretores de tecnologia afirmam dispor somente de um feedback retrospectivo dos usuários e, portanto, somente é possível corrigir problemas já ocorridos.

Um total de 29% das empresas dizem utilizar de forma ocasional provas sintéticas, que simultaneamente adicionam carga a rede. Assim, quando ocorrem problemas quando os técnicos não realizam essas provas, os mesmos não serão detectados.

Por outro lado, o estudo revela que 72% das empresas monitoram o uso global da rede no lugar de examinar o comportamento individual e o uso de cada aplicação. Isto significa que a qualidade do serviço de VoIP pode sofrer, inclusive se a organização usa “classes de serviço” na rede MPLS, porque os departamentos de TI não têm o conhecimento necessário sobre o rendimento da aplicação.

Este enfoque se vê também refletido na reação aos problemas dos responsáveis por TI. Entre estes, 46% admitem que, antes de qualquer problema do uso da rede, simplesmente se limitam a dar mais largura de banda antes que os usuários questionem em mais profundidade sobre qual é a verdadeira razão do problema.

Segundo a Compuware, com aplicações em tempo real, como o VoIP, é preciso que as empresas mudem a maneira de monitorar e gerenciar o rendimento da sua infra-estrutura e não podem ser unicamente reativas e simplesmente monitorar o uso da rede.

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