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Bloqueio do YouTube é interessante para operadoras, diz Abusar

Associação de defesa dos usuários de banda larga afirma que operadoras economizam banda com bloqueio ao site de vídeos

Por Daniela Braun, do IDG Now!

09/01/2007 às 14h58

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Associação de defesa dos usuários de banda larga afirma que operadoras economizam banda com bloqueio ao site de vídeos

Para a Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido (Abusar), o a decisão judicial envolvendo o bloqueio ao YouTube, já cumprida pela Brasil Telecom e Telefônica, até o momento, pode ser de interesse das próprias operadoras.

"As operadoras fazem o possível para não cumprir decisões judiciais deste tipo, mas neste caso obedeceram rapidamente", avalia Horacio Belfort, presidente da Abusar. "Isso é interessante para elas [operadoras] porque os vídeos consomem mais banda", afirma.

Até o momento, as operadoras notificadas pela justiça não se pronunciaram se irão recorrer da decisão proferida em 02 de janeiro, pelo desembargador Ênio Santarelli Zulliano.

O despacho determina o bloqueio ao site de vídeos para inviabilizar o acesso a um vídeo com cenas de sexo da apresentadora Daniela Cicarelli e de seu namorado Renato Malzoni, veiculado no YouTube em setembro do ano passado.

Pedido de embargo

Enquanto aguarda um posicionamento das operadoras a respeito da liminar, o internauta que sentir-se lesado pelo bloqueio ao YouTube tem a opção de entrar com um "pedido de embargo de declaração" do processo, junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, informa o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito eletrônico.

"Se o internauta for processar o provedor de acesso, vai perder a causa, já que a empresa prestadora do serviço está cumprindo uma ordem judicial", esclarece o advogado.

O pedido de embargo, segundo Blum, é uma espécie de revisão do conteúdo da decisão judicial. Com base na revisão, é possível solicitar a mudança do texto da liminar.

O resultado deste tipo de ação, entretanto, pode ser lento, afirma Opice, lembrando que a decisão ainda é liminar e corre em primeiro grau. Segundo o especialista, se as operadoras recorrerem da decisão imediatamente, o bloqueio ao YouTube ainda pode durar cerca de uma semana.

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