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MTV defende Cicarelli em caso YouTube e rebate protesto de internautas

Emissora diz que ação foi movida por Renato Malzoni, namorado da apresentadora e repudia censura - à web e ao canal

Por Redação do IDG Now!

10/01/2007 às 16h17

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Emissora diz que ação foi movida por Renato Malzoni, namorado da apresentadora e repudia censura - à web e ao canal

A MTV divulgou um esclarecimento em seu site na terça-feira (10/01), afirmando que o processo que levou à decisão judicial de bloquear o YouTube não foi movido pela apresentadora da casa, Daniella Cicarelli, e sim por seu namorado, Renato Malzoni Filho.

A emissora acrescentou ainda que “a decisão judicial, como esclarece o desembargador que a tomou, foi mal interpretada tendo o mesmo já decidido expressamente pelo desbloqueio”.

No pronunciamento, a rede afirmou ainda que “sempre repudiou a censura e sempre lutou pela liberdade de expressão” e que, por isso, “não pode aceitar o teor de protestos indignados e ofensivos que têm pregado boicote à apresentadora e à própria emissora”.

Para a emissora, embora legítimos, os protestos se valem dos mesmos “desvalores” que ataca ao promover a “a censura a um canal de televisão”.

“A MTV BRASIL é contra todo tipo de restrição de liberdade. De bloqueio de sites a censura a pessoas e canais de tv”, conclui. A emissora afirmou à imprensa ter recebido dezenas de milhares de e-mails de protesto contra Cicarelli, cujas cenas de sexo com o namorado iniciaram a batalha legal que acabou por tirar o YouTube do ar no Brasil.

Após ser retirado do ar desde o último sábado (06/01) pela Brasil Telecom e na segunda-feira (08/01) pela Telefônica, cumprindo determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, o YouTube voltou ao ar na segunda mesmo, desta vez atendendo a um novo despacho do desembargador Enio Santarelli Zuliani, que reiterou que o bloqueio deve ser feito apenas ao vídeo de casal, pelas empresas responsáveis pelos backbones internacionais que alimentam a web no Brasil.

A decisão foi tomada para fazer valer a decisão da Justiça brasileira, que em setembro já havia determinado a retirada dos vídeos do YouTube, mas não foi atendida, segundo o desembargador.

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