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Associação de escolas britânicas não recomenda adoção do Vista

A Associação Britânica divulgou relatório dizendo que adoção da novidade pelas escolas é arriscada

Por Jeremy Kirk, para o IDG Now!*

12/01/2007 às 17h58

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A Associação Britânica divulgou relatório dizendo que adoção da novidade pelas escolas é arriscada

A Microsoft precisará se esforçar mais para convencer as escolas do Reino Unido a adotarem o Windows Vista e o Office 2007, já que nenhum dos dois tem características novas essenciais, segundo um relatório de um grupo consultivo educacional britânico.

O documento, divulgado na quarta-feira (10/01) pela Associação Britânica de Educação, Comunicações e Tecnologia (Becta, na sigla em inglês), contém palavras fortes de preocupação quanto aos novos produtos da Microsoft, os dois previstos para chegar ao mercado no fim deste mês.

A associação também ataca o que a Microsoft diz serem os mais importantes melhoramentos no software, como a questão da segurança. Segundo o documento, a versão mais estável do Windows XP foi lançada quase três anos após a chegada da primeira, e a adoção prematura do Vista seria uma medida de “alto risco”.

“Parece razoável, então, não adotar o Vista até que tenha um histórico de estabilidade e segurança”, diz a declaração.

O documento será usado por 25 mil escolas no Reino Unido, que utilizam cerca de 2 milhões de computadores, a maioria equipada com software da Microsoft. Nem a Microsoft nem o Becta  disseram a magnitude da receita gerada pelas escolas para a empresa em taxas de licenciamento anuais.

“Precisamos ver um caso de negócios persuasivo para o nível de investimento exigido na adoção dos produtos”, disse Tom McMullan, um consultor do Becta. “O que estamos dizendo no curto prazo é que esse caso ainda não existe”.

Um relatório final será publicado em janeiro de 2008 após conversas com a Microsfot e com seus concorrentes, disse McMullan.

O relatório explora profundamente as características do Vista e do Office 2007. Segundo o documento, 27% das inovações podem ser adotadas sem a necessidade de mudança do XP, como o novo navegador Internet Explorer 7 e o Windows Media Player, ambos disponíveis para download gratuito para o XP.

Das 176 novidades encontradas no Office 2007, nenhuma era necessária para instituições educacionais, e a maioria era voltada para negócios, disse o estudo.

O relatório oi publicado no momento em que milhares de educadores se reúnem em Londres, nesta semana, para a conferência British Education and Training Technology.

Steve Beswick, diretor de educação da Microsoft no Reino Unido, disse que tanto o Vista quanto o Office estão recebendo um retorno positivo de professores e alunos no evento.

Quanto ao relatório, “Claramente, nós gostaríamos de pensar que poderia ter sido melhor”, disse ele. “Nós estamos muito seguros de que uma vez que os consumidores virem a tecnologia e a avaliarem corretamente, haverá aprimoramentos”.

No longo prazo, as escolar migrarão, inevitavelmente, para o Vista e o Office 2007, disse o consultor do Becta McMullan. Enquanto isso, o relatório pede por melhoras, particularmente na área da compatibilidade.

A Microsfot deve incorporar uma compatibilidade nativa para o formato OpenDocument (ODF) no Office 2007 na metade do ano, disse o relatório. O ODFé usado para competir com o StarOffice ou o OpenOffice.org, por exemplo.

A Microsoft está apoiando um projeto para construir um plug-in que traduzirá OpenXML - o formato padrão de arquivo do Office 2007 - em ODF, mas o produto ainda não foi lançado. As escolas não deveriam adotar o Office 2007 até que ele seja capaz de operar em conjunto com produtos como o OpenOffice.org, diz o relatório.

“Usar o formato padrão de arquivo do Office 2007, da Microsoft, então, intensificar problemas de ‘divisão digital’”, diz o documento.

Com o tempo, o relatório continua, um programa de produtividade on-line do Google poderá se tornar um grande competidor do Office, mas por enquanto ainda há muitos problemas de segurança e usabilidade em suítes on-line.

*Jeremy Kirk é editor do IDG News Service, em Londres.

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