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Hackers esperam ansiosos para “explorar” o celular iPhone

Não são só os entusiastas da tecnologia que estão de olho no lançamento da Apple

Por Robert McMillan, para o Computerworld*

15/01/2007 às 11h32

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Não são só os entusiastas da tecnologia que estão de olho no lançamento da Apple

Fetichistas de tecnologia não são os únicos integrantes do grupo de pessoas que já estão se coçando para colocar as mãos em um iPhone.Os hackers também querem muito "brincar" com o novo equipamento da Apple.

Esta semana o iPhone será lançado e já é um assunto quente na lista de discussão Dailydave, um fórum mundial sobre pesquisa e segurança. O debate está centrado no processador que a Apple pode ter escolhido para potencializar o aparelho e que tipo de linguagem poderá rodar nesse chip. “Será que essa ‘besta’ vai rodar um ARM?”, escreveu o engenheiro Havlar Flake, que completou: “Eu tenho dúvidas sobre um equipamento móvel baseado em x86. Então alguém tem detalhes sobre que tipo de instruções devem ser escritas?”.

Em uma entrevista por e-mail, um dos hackers que participa do projeto Mês de Bugs da Apple – que está revelando uma vulnerabilidade de segurança por dia do mês de janeiro – diz que ele “amaria fazer uma bagunça com o iPhone.

“Se o aparelho realmente vai rodar o OS X, [o iPhone] vai trazer certas implicações de segurança, como o mal uso das facilidades da conectividade sem fio, e o estendimento do malware em larga escala”, afirma o hacker conhecido como LMH que se recusa a revelar seu nome real.

Porque o iPhone poderia incluir o alcance de computadores, como o serviço de descobrimento de protocolo Bonjour, poderia também oferecer muitas possibilidades de ataque, de acordo com LMH. “As possibilidades de um vírus para smartphones são preocupantes”, escreveu. “Imagine o Bonjour e toda a confusão que o OS X tem concentradas em um equipamento portátil que conta com conectividade wireless.”

“Esta é toda a especulação que corre neste momento, até que a especificação técnica seja divulgada pela Apple”, acrescenta.

David Maynor é outro pesquisador de segurança interessado no iPhone. Um videotape produzido por ele recebeu atenção internacional durante uma conferência realizada nos EUA por apresentar demonstrações do MacBook sendo hackeado por meio de uma rede sem fio.

Embora tenha sido criticado pela forma que apresentou o estudo, Mayor e um colega demonstraram essas falhas usando um cartão sem fio particular que funciona com o MacBook e eles ainda não publicaram o código que usaram.

“Eu mal posso esperar para ter um”, diz Mayor, que é CTO (do inglês, chefe de tecnologia) da Errata Security LLC. “Já existe muita discussão em andamento e elas não desaparecerão nem mesmo nos próximos seis meses. As pessoas já estão salivando”, aguarda.

Como o iPhone será novo e relativamente sem testes – rodando em um sistema operacional familiar – Mayor acredita que existirão diversso lugares para os hackers procurarem por bugs. “Meu sentimento me diz que será um dos equipamentos mais fáceis de encontrar vulnerabilidades”, prevê.

Apesar disso, outro fator vai determinar com que freqüência o iPhone será hackeado: sua popularidade. Se ninguém comprar o aparelho de 499 dólares, se tornará menos interessante para os hackers.

Por outro lado, se isto se tornar tão popular quanto o iPod, “vai se transformar o alvo predileto dos escritores de malwares para celulares”, acredita um engenheiro sênior de pesquisa do laboratório Kaspersky em um recente post em seu blog.

O fato de que os hackers estão procurando por falhas no OS X poderia possibilitar a existência de duas plataformas para explorar – a dos computadores da Apple e a do iPhone – o que poderia significar “um aumento no número de vulnerabilidades identificadas na estação OS da Apple”, escreveu.

*Robert McMillan é editor do IDG News Service, em São Francisco.

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