Home > Notícias

Residentes do Second Life terão voz em breve, promete Linden

Vice-presidente da Linden Research, Joe Mille promete avatares que poderão conversar em áudio em breve

Por Juan Carlos Perez, para o IDG Now!*

19/01/2007 às 19h56

Foto:

Vice-presidente da Linden Research, Joe Mille promete avatares que poderão conversar em áudio em breve

A Linden Research está trabalhando duro para melhorar as capacidades de voz, a ferramenta de pesquisa e a interface de navegação do Second Life.

A companhia está convencida de que seu popular mundo virtual, que já tem três anos e meio, é um veículo confiável de interação social, comércio e entretenimento, segundo Joe Miller, vice-presidente de desenvolvimento de plataforma e tecnologia da empresa, (imagem no avatar acima) em entrevista recente ao IDG News Service.

Àqueles que previam que o SL acabaria, Miller aponta os milhões de dólares que trocam de mãos a casa semana no comércio entre membros e para vendedores como a IBM, Dell, Starwood Hotels & Resorts Worldwide e American Apparel, que, respondendo à agitação, também entraram nesse universo virtual.

Confira uma versão resumida da entrevista:

Há quem diga que há áreas técnicas no Second Life que poderiam ser melhoradas, como a comunicação por voz.

Miller: Voz é uma área em que estamos investindo ativamente neste momento. Não fizemos nenhum anúncio quanto ao lançamento de uma solução integrada de voz, mas é algo com que estamos muito envolvidos. Muitos dos nossos clientes atuais que precisam da voz para o que querem fazer no SL usam outros tipos de solução paralelamente ao programa. No entanto, nossa abordagem será muito mais fortemente integrada. Obviamente, queremos que a voz seja uma parte importante na estrutura do SL, de forma que, se seu avatar encontrar outro com capacidade de voz, possam conversar. Você não precisará rodar nenhum outro programa nem fazer nada a mais: apenas falar com alguém ou com um grupo de pessoas da mesma forma como faz na vida real. Quando passar por uma um grupo grande, poderá ouvir muitas vozes diferentes, cada uma saindo da posição em que o avatar estiver, o que deixa a experiência mais realística. É um atributo importante que será adicionado em breve.

Há outras áreas técnicas que a Linden pretende expander, melhorar ou adicionar no SL?

Miller: Temos uma iniciativa significativa para tornar a ferramenta de busca mais natural e visual que hoje em dia. Quando você entra como um usuário casual, é difícil encontrar as coisas interessantes que estão acontecendo. Queremos melhorar significativamente a função de busca. Também criamos uma API para permitir que nossos clientes comerciais criem suas próprias entradas no Second Life.

Qual é a parte da Linden no comércio que acontece dentro do SL?

Miller: Muitos dos residentes do SL criaram lojas vibrantes para seus produtos e serviços. O volume de atividade econômica lá dentro tem crescido dramaticamente. Nosso objetivo era criar uma plataforma que permitisse que nossos residentes criassem experiências que combinem com sua imaginação. Consideramos que seja uma plataforma para possibilidades limitado apenas pela criatividade coletiva das pessoas que entram.

Além do comércio, vendedores também usam o SL para fazer marketing e propaganda. É uma plataforma eficiente para isto?

Miller: A métrica estabelecida CPM usada em outras formas mais tradicionais de propaganda na internet serve a um propósito. Quem traz sua marca para o SL procura um tipo diferente de retorno: expor seus produtos e marca à população do programa. Mas não usam meios tradicionais de publicidade. Os que o fazem de maneira eficiente fornecem capacidades, serviços ou produtos aos residentes para usarem dentro do SL. A verdadeira proposta de criar uma mensagem ou valor em torno da sua marca exige uma forma bem diferente quando você tem um espaço para exibi-lo e fazer com que seja real dentro do mundo do SL.

As pessoas estão gastando dinheiro em imóveis virtuais no SL. O que acontece com esse tipo de investimento se o SL algum dia vier a fechar de maneira definitiva?

Miller: Por muito tempo, essa questão era válida nas mentes de muitas pessoas que estavam assistindo ao que a Linden estava fazendo com o SL.  Já faz três anos e meio do lançamento, porém, e a companhia não é uma iniciante. A percepção agora é de que essa noção de locais persistentes em um mundo virtual faz parte do que a internet oferece hoje e oferecerá no futuro. Acreditamos que ambientes virtual de diversos usuários como o SL estão apenas em estágios iniciais de sua existência... para criamos comunidades, comércio e até casas permanentes para nós mesmos.

Algumas pessoas dizem que o SL é um novo sistema operacional. O que você acha disso?

Miller: A noção de traduzir sua presença em um espaço não limitado geopolítica ou fisicamente é algo que mais e mais de nossos clientes percebem que pode ser parte da maneira como passam seu tempo, seja por diversão ou por trabalho. A questão é que criamos uma verdadeira plataforma para todos os tipos de atividade, e é nisso que consiste um sistema operacional. Ao contrário das empresas de games, nós não guiamos o usuário numa missão, jornada ou qualquer aplicação em particular. Os residentes é que criam razões para que eles e ou outros permaneçam no ambiente e aproveitem a experiência.

O SL tem, hoje em dia, uma massa crítica de usuários ativos para que o tempo e o dinheiro gastos pelas pessoas valham a pena e para justificar o esforço e os gastos dos comerciantes para permanecerem lá?

Miller: Estamos em uma marca crítica de usuários ativos e comprometidos, do ponto de vista dos conteúdos, atividades e eventos que criam pelo que temos acompanhado. Se tivéssemos que pular fora amanhã tanto a plataforma quanto a comunidade e a tecnologia iriam sobreviver e seguir em frente. Não precisamos ser os catalisadores para que a comunidade continue a usar a plataforma de forma interessante e transformadora.  Isso acontece todos os dias sem que nós tenhamos que inserir novos conteúdos, sistemas ou capacidades.

Mas estamos em um estágio bastante inicial. Para algumas pessoas, o SL ainda não está pronto para o horário nobre ainda. Certamente, ele exige um computador bem moderno, uma conexão de banda larga. Não é algo que qualquer um pode simplesmente começar a usar. Há também uma curva de aprendizagem complicada para entrar no ambiente mas estamos nos esforçando para facilitar isso tudo para que as pessoas encontrem um contexto para ficar, para dar a elas um motivo para dizer “Bom, isso é mais que uma experiência simplesmente interessante, para experimentar apenas uma vez. Eu posso voltar sabendo que há algo que se encaixa perfeitamente aos meus interesses”.

Estamos melhorando no fornecimento de ferramentas de busca que funcione para as pessoas. Estamos fazendo coisas como etiquetar eventos, objetos, experiências e locais com metadata, para dar aos usuários tenham ferramentas de visualização para ver em um mapa onde as coisas de seu interesse estão acontecendo, baseando-se no seu perfil. Estamos trabalhando para facilitar o envolvimento com a experiência.

Mas há dificuldades na experiência. Escolhemos [abrir] o código fonte do observador para permitir que mais pessoas nos ajudem a acelerar o trabalho necessário.

*Juan Carlos Perez é editor do IDG News Service, em Miami.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail