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Microsoft oferece test-drive gratuito do Windows Vista

A estratégia faz parte dos esforços no combate à pirataria de softwares, dando ao usuário uma maneira legítima de testar o produto

Por Elizabeth Montalbano, para o IDG Now!*

22/01/2007 às 18h25

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A estratégia faz parte dos esforços no combate à pirataria de softwares, dando ao usuário uma maneira legítima de testar o produto

A Microsoft oferece uma versão online gratuita para testes do Windows Vista, seu sistema operacional recém-lançado para empresas, no mais recente esforço da empresa para combater a pirataria e a falsificação de software.

Os usuários têm acesso à pré-estréia do Vista em um site especial de test-drive, segundo Corie Hartje, diretora de iniciativa genuína de software da companhia (WGA, da sigla em inglês).

No teste, é montado um ambiente virtual em que o usuário pode ver como é usar o Vista, uma maneira genuína de experimentar o lançamento em vez de comprar uma cópia falsa, disse Hartje.

Apesar de os usuários não fazerem o download completo do Vista ao acessar o site, o software será instalado localmente em suas máquinas para que o site consiga se comunicar com eles dessa forma, continuou a diretora.

O test-drive também avaliará o hardware dos PCs dos usuários e determinar quais atualizações são necessárias para que suporte o novo sistema operacional.

A Microsoft também ofereceu aos clientes uma pré-estréia do Office 2007 em seu site

Hartje esteve em Nova York na sexta-feira para discutir o progresso do GSI (Iniciativa Genuína de Software, na sigla em inglês), criado pela Microsoft em julho de 2005 para prevenir que cópias ilegais dos programas da empresa fossem vendidas aos usuários. A iniciativa tem três partes: educação, planejamento e aplicação.

Foi através do planejamento do GSI que a Microsoft lançou seu controverso programa Windows Genuine Advantage, que se tornou uma plataforma de proteção de software embutida no Vista. O programa coloca a versão do usuário do Vista em um modo de funcionalidade limitado - permitindo apenas que naveguem pela internet por uma hora antes de reiniciar o computador - de não ativarem o produto com uma chave válida dentro de 30 dias após a instalação do sistema na máquina.

Apesar de haver críticas de que os esforços da Microsoft contra a pirataria são importunos, Hartje defendeu a tentativa de incentivar os clientes a comprarem programas originais citando um relatório do Yankee Group, divulgado na última segunda-feira (16/01), dizendo que usar cópias falsificadas prejudica companhias.

Uma empresa do Queens, bairro de Nova York, descrita no relatório - que foi encarregado pela Microsoft - comprou cópias falsificadas do Office com desconto, mas descobriu que o custo acabou saindo mais caro no fim, já que estava sempre vulnerável a problemas que chegavam a causar o atraso da entrega de produtos para alguns de seus clientes, mencionou Hartje.

Ela reconheceu que algumas pessoas que compram as cópias piratas adquirem itens de “alta qualidade”, e só descobrem mais tarde que foram enganados. Ela mostrou duas cópias do Windows XP que pareciam quase idênticas, sendo uma original e a outra não.

Os usuários podem denunciar esse tipo de caso no seu site antipirataria, e até agora, já foram recebidos 56 mil relatos, disse Hartje. Para alguns desses clientes que foram enganados, a Microsft oferece uma versão genuína e gratuita do software que eles compraram. Hartje não tinha estatísticas de quantas foram distribuídas.

*Elizabeth Montalbano é editora do IDG News Service, em Nova York.

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