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Quênia revela projeto para fabricar computador de baixo custo

Governo do país africano fecha acordo com três fabricantes - Lenovo, inclusive - que oferecerão componentes para PCs para inclusão digital

Por Michael Malakata, para o IDG Now!*

31/01/2007 às 12h55

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Governo do país africano fecha acordo com três fabricantes - Lenovo, inclusive - que oferecerão componentes para PCs para inclusão digital

O governo do Quênia está lançando um projeto para começar a produzir computadores de baixo custo que serão vendidos para diversos países africanos, de acordo com representantes oficiais.

As empresas Lenovo, Sahara Computer e Mecer foram apontadas pela Comissão de Comunicação do Quênia (do inglês, CCK) para fabricar os primeiros 150 computadores na fábrica a partir de 7 de fevereiro, de acordo com o ministro da Informação e Comunicação do Quênia Bitenge Ndemo.

Ndemo falou na semana passada durante um evento de comemoração do projeto, que será lançado com investimento inicial de 300 mil dólares.

Os primeiros computadores serão demonstrados no centro de conferências Jomo Kenyatta International, no Quênia.

As máquinas deverão custar cerca de 450 dólares. O projeto deverá se adetir a um modelo de fabricação desenvolvido em Taiwan, em que empresários serão engorajados a produzir máquinas de especificações definidas, o que lhes assegurará certificações antes da exportação.

A Universidade de Nairobi, a Universidade de Agricultura Jomo Kenyatta e a Universidade de Tecnologia de Strathmore atuarão como incubadoras do projeto. Quando os 150 PCs estiverem prontos, estudantes das universidade serão treinados para usá-los.

"Basicamente, a Sahara Computer terá que entregar um conjunto completo de componentes para as três universidades para que todas montem os PCs", disse o supervisor de marketing da Sahara, Peter Bremner.

Os PCs terão chip Celeron com 2,8 GHz, da Intel, 256 MB de memória básica, disco rígido de 80 GB e tela de 15 polegadas, segundo Bremner.

O governo queniano já removeu impostos e taxas de valor em todos os componentes e micros importados para encorajar que mais quenianos comprem as máquinas.

A Faculdade de Treinamento Técnico do Quênia ficará responsável por todo o projeto, afirmou a Ndemo. A idéia é que as universidades treinem pessoas que montarão os computadores em longo prazo.

Se tudo ocorrer como planejado, o Quênia se tornará o primeiro país do sul da África a incentivar a construção de uma fábrica de construção de PCs.

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