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Microsoft amplia programa de Escolas Inovadoras, incluindo o Brasil

Escola paulista que aposta em ensino personalizado é uma das eleitas para integrar o programa, expandido a 12 países a partir de 2007

Por Redação do IDG Now!*

31/01/2007 às 18h05

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Escola paulista que aposta em ensino personalizado é uma das eleitas para integrar o programa, expandido a 12 países a partir de 2007

A Microsoft está ampliando as iniciativas de aproximação da tecnologia ao mundo da educação, levando seu programa Escolas Inovadoras a 12 novos países, incluindo o Brasil.

O Instituto Lumiar, que fica em São Paulo, será a primeira escola brasileira a fazer parte do programa. A instituição foi escolhida por ter um modelo de ensino que a Microsoft entende como uma visão realmente inovadora de currículo.

A Lumiar adotou um sistema de governança escolar (ao invés de gerenciamento escolar) que organiza o currículo dentro de um sistema denominado Mosaico. O modelo tem por objetivo identificar as competências e habilidades de cada aluno e a partir disso criar um portfólio de aprendizagem individual.

O presidente do conselho da Microsoft Bill Gates apresentou nesta quarta-feira (31/01) uma visão de educação na qual estudantes de todo mundo usam internet em alta velocidade e têm acesso a currículos que utilizam recursos online, como a Wikipedia, para se tornarem globalmente competitivos.

“Estamos na fronteira de um momento em que a tecnologia fará a diferença”, disse Gates ao Parlamento Escocês, em Edimburgo, Escócia.

Avanços em hardware, software e conectividade estão permitindo a adoção da tecnologia centrada no usuário, possibilitando que as pessoas acessem informações a vastas distâncias sem custos, disse Gates.

O discurso de Gates encerrou os dois dias de Fórum de Líderes do Governo, uma conferência anual patrocinada pela Microsoft que contou com a participação de líderes governamentais de toda Europa. Os participantes endereçaram questões ligadas a educação e como a Europa pode ser mais competitiva com o uso da tecnologia.

Gordon Brown, responsável pelo órgão no Reino Unido que supervisiona questões financeiras, alertou em um discurso perante Gates que o número de empregos no país que não requerem qualificação cairá de 3,4 milhões hoje para 600 mil, em 2020. Aqueles que não têm acesso a programas de educação e não adquirirem habilidades em tecnologia da informação sofrem o risco de ficar desempregados na próxima década. “Não podemos nos dar ao luxo de ignorar o potencial de nenhuma criança”, disse Brown.

A Microsoft está apoiando uma série de programas educacionais voltados a integrar na sala de aula tecnologias que alguns jovens já encontram fora dela. Professores podem ter problemas para acompanhar alunos que já usam sistemas de jogos como o Xbox Live em suas casas, disse Gates.

“Quando eles [os estudantes] voltam para a sala e tem uma lousa de giz lá, aquele professor terá dificuldade em acompanhar esse nível de dramaticidade e riqueza”, ele apontou.

Gates anunciou ainda que a Microsoft  vai expandir a iniciativa Escolas Inovadoras (Innovative Schools) que procura integrar melhor tecnologia e aprendizado para 12 novos países, incluindo o Brasil, Irlanda, Reino Unido, França, Alemanha, Finlândia, Suécia, Qatar, Canadá, México, Chile e Hong Kong.

*Colaborou Jeremy Kirk, editor do IDG News Service, em Londres.

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