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Atualização exigida pelo Windows Vista pode aumentar reciclagem de PCs

Atualização de hardware esperada pela adoção do Windows Vista pode aumentar taxa de reciclagem de PCs considerados obsoletos

Por Ben Ames, para o IDG Now!*

01/02/2007 às 18h37

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Atualização de hardware esperada pela adoção do Windows Vista pode aumentar taxa de reciclagem de PCs considerados obsoletos

Enquanto clientes formam filas para compras novos PCs capazes de rodar o novo sistema Windows Vista, da Microsoft, fabricantes como Dell e HP se preparam para processar um descarte gigantesco de computadores "ultrapassados".

A Dell aconselha que clientes rodando o Vista Premium usem um PC com chip de núcleo duplo e 2 GB de memória. Como precisam atualizar para atingir o novo patamar, os usuários encaram a possível dúvida de como descartar suas máquinas anteriores sem liberar material tóxico, como mercúrio, cromo e cádmio, em locais públicos.

"Com o lançamento do Vista, deverá aumentar a taxa de substituição e atualização de PCs, e certamente estamos felizes de trabalhar com nossos clientes no descarte das máquinas que ficarão fora de serviço", disse Michael Cuno, porta-voz da HP.

Fabricantes como Apple e Dell oferecem ainda reciclagem gratuita para qualquer quem quiser devolver à empresa micros antigos.

A Dell também gerencia uma rede que doa PCs usados para grupos locais sem fins lucrativos. Já a HP direciona consumidores a pontos de descarte em lojas de varejo, mas aconselha que clientes corporativos aluguem computadores, ao invés de comprar.

A Dell afirmou que é muito cedo para afirmar se a adoção do Vista seria rápida o suficiente para aumentar a reciclagem de micros, mas afirma que já registrou um aumento de 10,2 milhões de quilos de equipamentos coletados de clientes em 2004 para 17,6 milhões de quilos durante 2005.

Nas previsões de taxas futuras, há o desafio que nem todos os usuários descartam seus micros imediatamente, afirmou o porta-voz da empresa Bryant Hilton.

Diretores de TI que descartam PCs ultrapassados encontram desafios ainda mais complexos que consumidores, já que precisam se preocupar em proteger segredos de mercado e dados pessoais de empregados registrados em discos rígidos, afirma Jim O´Grady, diretor de soluções de tecnologia da HP Financial Services Americas.

A divisão de O´Grady tem como função transformar os PCs descartados em oportunidade de negócios, encontrando novos donos para 94% dos ais de 600 mil micros e partes descartadas anualmente pela fábrica da HP, em Massachussetts.

A fábrica envia apenas 6% das vendas para reciclagem na Califórnia e no Tennessee. Mundialmente, a HP tem que lidar com o descarte de 1 milhão de PCs ao final de cada ano.

A cifra pode aumentar em 2007, já que consumidores correm para atualizar seu hardware após cada novo avanço de tecnologia - como o lançamento de chips com muitos núcleos, o advento de monitores de LCD ou a venda do Windows Vista.

"Vimos isto também com chips dual core, que teve uma grande diferença no mercado. Os ajustes se tornaram mais constantes desde então", afirmou.

A HP aceita hardware de todas as fabricantes, geralmente recebendo servidores construídos por rivais há décadas atrás. No galpão em Massachussetts, funcionários trabalham sobre grandes cercados repletos por monitores CRT, enquanto pilhas de notebooks e servidores do tipo blade se acumulam pelo chão.

Laptops da Dell e desktops Compaq são empilhados em prateleiras, com seus periféricos misturados em grandes cestos próximos.

Técnicos limpam a sujeira e tiram peças sobressalentes, para decidir se podem revender a máquinas inteira ou apenas suas partes mais valiosas, como o chip ou o drive óptico.

A preparação de discos rígidos para venda conta com processos para apagar completamente dados pessoais com software. OS HDs não vendidos são desmagnetizados ou destruídos fisicamente.

A maioria dos PCs, no entanto, nunca chega às estações de reciclagem. A HP diz que norte-americanos entregaram apenas 7 milhões, dos 70 milhões de PCs que se tornaram obsoletos em 2003, à reciclagem.

Todo o resto foi parar em lixões convencionais, em muitas vezes localizados em países do Terceiro Mundo, não preparados para acolher componentes químicos do chamado "e-lixo".

*Ben Ames é repórter do IDG News Service, em Boston.

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