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Encore confirma produção nacional de notebook educacional Mobilis

Acordo com brasileira RF Telavos usará fábrica em São José dos Campos para produzir portátil em testes pelo Governo a partir de abril

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

01/02/2007 às 18h47

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Acordo com brasileira RF Telavos usará fábrica em São José dos Campos para produzir portátil em testes pelo Governo a partir de abril

A empresa indiana Encore confirmou que fabricará no país seu notebook educacional Mobilis, que será testado junto com o laptop de 100 dólares, chamado de XO, da organização One Laptop per Child, e o ClassMate, da Intel, para uso em escolas brasileiras.

A fabricação nacional será feita por meio de parceira com a RF Telavo, que alocará uma linha de produção da sua fábrica em São José dos Campos, atualmente concentrada na fabricação de componentes para set-top boxes, para os notebooks.

Serão fabricados mil protótipos para testar a capacidade fabril em abril, simultaneamente com o prometido anúncio do governo sobre qual plataforma educacional será comprada para colégios brasileiros.

Em janeiro, o Ministério da Educação (MEC) confirmou o recebimento de 40 Mobilis, doados pela Encore para os testes conduzidos pelo órgão para balizar o uso pedagógico de notebooks.

Os portáteis serão testados em um colégio ainda não definido pelo MEC em Brasília.

O sócio e diretor-executivo da RF Telavo, Jackson Sosa, afirma que, em razão do reaproveitamento da fábrica já estabelecida, a produção nacional do Mobilis deverá consumir 2 milhões de reais.

A receita será investida a universidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina na "pesquisa e desenvolvimento de elementos componentes, chips e interfaces" para o portátil, diz o executivo.

Com isto, o Mobilis deverá ser mais "brasileiro" que o ClassMate PC, plataforma da Intel que terá componentes importados e será montada no Brasil pela Positivo e pela CCE, afirma Sosa.

Além de colégios da educação primária brasileira, o Mobilis deverá também chegar às prateleiras do varejo - nem a OLPC nem a Intel pretendem, a curto prazo, colocar seus portáteis à venda.

"Confesso que não estou preocupado com a escolha do governo, já que não estamos focados diretamente em trabalho com ele. Claro que faz parte do nosso escopo, mas queremos atingir um produto de massa para diversas aplicações", estima Sosa.

Mesmo com a fabricação local, o preço inicial do Mobilis deverá estar em torno dos mesmo 165 dólares anunciados anteriormente pela Encore.

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