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Poli-USP criam sistema que encontra vagas em estacionamentos

Projeto de recém-formados na Poli-USP se baseia na tecnologia ZigBee, que ainda apresenta entraves para tornar-se viável

Por Daniela Braun, editora do IDG Now!

01/02/2007 às 17h57

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Projeto de recém-formados na Poli-USP se baseia na tecnologia ZigBee, que ainda apresenta entraves para tornar-se viável

Imaginar-se procurando uma vaga no estacionamento de shopping center em um sábado é praticamente um pesadelo. Esquecer onde estacionou o carro, então, é mais um transtorno.

Agora imagine que o papel do estacionamento com código de barras pode ser substituído por uma placa um pouco menor do que uma fita cassete com uma antena de três centímetros.

Por meio de um sistema de comunicação com outras placas, atualizado a cada segundo, você poderá visualizar em um monitor quais vagas estão livres e ir direto para elas. Quando voltar das compras, se esquecer onde estacionou, você poderá digitar a placa do veículo, em outro monitor e localizá-lo rapidamente.

Toda essa praticidade ainda não tem data para tornar-se comercialmente viável, mas o primeiro passo foi dado no Brasil, em um projeto de conclusão de curso da turma de engenheiros Cintia Priscila Yoshimura, Guilherme Hiroshi Fujii, Paula Serikaku e Renato Vaz, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), no ano passado.

Segundo Cintia Yoshimura, a idéia de buscar ums solução para facilitar o dia-a-dia das pessoas foi bem recebida lá fora. "Durante o trabalho, entramos em contato com algumas empresas, e a Silicon Labs nos emprestou um kit com seis placas para desenvolvimento", conta a engenheira.

O projeto batizado de Sistema de Gerenciamento de Estacionamento, se baseia na tecnologia ZigBee, de transmissão de dados. A tecnologia, que opera na frequência de 2,4 GHz foi escolhida pelo alcance - nos testes, funcionou bem em um raio de até 90 metros - e pelo baixo consumo de bateria.

"Embora esteja muito na moda, o RFID - transmissão por radiofrequência - tem um alcance de 15 metros, o que não seria suficiente para um grande estacionamento", compara Yoshimura.

Apesar de ser apelidado no meio como um "Bluetooth piorado" por não ter a capacidade de suportar altas taxas de transmissão de dados, segundo a engenheira, o ZigBee trabalha com uma taxa de transmissão adequada para automação residencial, por exemplo.

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