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Brasil investe pouco em patente científica, diz presidente da Finep

Para especialista, há uma lacuna entre pesqusia e indústria, por falta de transformação de conhecimento em produto

Por Redação do IDG Now!*

05/02/2007 às 13h38

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Para especialista, há uma lacuna entre pesqusia e indústria, por falta de transformação de conhecimento em produto

Apesar de o conhecimento científico brasileiro corresponder por cerca de 1,8% do total produzido no mundo (publicações indexadas internacionalmente), as patentes do País correspondem a apenas 0,2% do registrado no escritório dos Estados Unidos, informou Odilon Marcuzzo, presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

O presidente da financiadora vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, disse, em entrevista à Agência Brasil, que falta transformar a geração de conhecimento em produto, o que faz a ponte entre a pesquisa e a indústria.

Para ele, os gastos com patentes são quase insignificantes em comparação a países como os EUA, levando-se em conta a participação na produção de conhecimento e o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação que, segundo ele corresponde a 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Outro fator que reforça o potencial científico do País é o fato de alcançarmos tal participação em inovação mesmo tendo um percentual de jovens na faixa dos 18 aos 25, considerada adequada à vida acadêmica, considerada baixa: entre 9% e 10% da população (entre 25% e 30% é uma faixa considerada satisfatória).

Apesar da avaliação negativa, a perspectiva é de melhora neste cenário. Para Marcuzzo, a maior estabilidade da economia deve colaborar para que os investimentos na área.

*Com informações da Agência Brasil.

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