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Mais de 2 milhões de brasileiros compraram primeiro PC em 2006

O mercado brasileiro de computadores cresceu 43% em 2006, vendendo 8,3 milhões de máquinas em 2006, segundo a Abinee

Por Daniela Braun editora do IDG Now!

07/02/2007 às 16h57

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O mercado brasileiro de computadores cresceu 43% em 2006, vendendo 8,3 milhões de máquinas em 2006, segundo a Abinee

O mercado brasileiro de computadores cresceu 43% em 2006, vendendo 8,3 milhões de máquinas, conforme antecipado pelo IDG Now!. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em pesquisa realizada pela IT Data e divulgada nesta quarta-feira (07/02).

A pesquisa revela que a venda de computadores foi impulsionada pelos consumidores que realizaram a primeira compra. No ano passado, 2,2 milhões de brasileiros, basicamente das classes B e C, levaram o primeiro PC para casa. A soma equivale a 62% dos 3,5 milhões de PCs vendidos ao mercado doméstico ano passado, enquanto 38% dos brasileiros compraram um novo micro.

Em 2005, o novos donos de PCs representaram 56% das vendas, enquanto os consumidores que compraram um segundo computador representaram 45% das vendas do mercado doméstico.

O estudo também faz um comparativo das vendas do mercado doméstico antes e depois da aprovação da Lei 11.196 (Lei do Bem), em meados de 2005.

A lei que previa a insenção de PIS e Cofins (total de 9,25%) na venda de micros avaliados em até 2.500 reais e de notebooks de até 3 mil reais teve o patamar de insenção elevado, no final de janeiro, para PCs e notebooks de até 4 mil reais, como resultado do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

No primeiro semestre de 2005, antes que a Lei do Bem entrasse em vigor, o mercado corporativo representava 63% das vendas de microcomputadores no Brasil, enquanto o doméstico tinha uma participação de 38%, mostra o estudo. Já na medição do quarto trimestre de 2006, o mercado de consumo passou a representar 45% das vendas de PCs no País.

"Este ano, todos os fabricantes anunciaram aumentos de 30% a 40% na força de trabalho para atender a nova demanda, e crescimento de 70% a 80% nas vendas de desktops em relação a 2005", observa Ivair Rodrigues, diretor de estudos de mercado da IT Data.

De acordo com a Abinee, os números teriam sido ainda maiores se, no quarto trimestre, não tivesse ocorrido falta de processadores, monitores LCDs e de notebooks com preço de até 3 mil reais. O mercado de computadores ilegais representou 44,7% das vendas em 2006, o menor percentual desde 1997, quando era de 48%, segundo a associação.

O número de desktops vendidos atingiu 7,6 milhões, um crescimento de 42%. Os notebooks atingiram 680 mil unidades, alta de 116%. A previsão é que o mercado de computadores chegue a 10 milhões em 2007.

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