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Conheça 15 itens que a Apple deveria mudar no Mac OS X

Reunimos 15 sugestões de itens que podem ser melhorados nas capacidades já existentes no sistema operacional da Apple

Por Scot Finnie e Ken Mingis, para o Computerworld*

07/02/2007 às 17h01

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Reunimos 15 sugestões de itens que podem ser melhorados nas capacidades já existentes no sistema operacional da Apple

Há quem defenda que é fácil competir com o Windows XP e o Vista: é só contar as falhas ou experiências de usuários que mais se parecem com pesadelos. Entretanto, qualquer sistema operacional ao se tornar o Golias – gigante invasor, em referência à Bíblia – começa a ser alvo de pedras.

Isso vale mesmo quando o assunto tem relação com o  Mac OS X? Olhando para as falhas do sistema operacional da Apple, a situação parece difícil de comparar. Especialmente porque a Apple se dedicou, nos últimos tempos, a criar melhorias para a interface dos usuários e aparentemente um sistema operacional seguro.

Nos cerca de 19 meses que o Mac OS X 10.4 – também chamado de Tigre – acabou de completar, ele é notavelmente melhor que o Windows XP ou Vista. Mas não é perfeito. O OS X tem suas próprias falhas e pequenos itens que incomodam o usuário.

Existem provavelmente muitas características e funcionalidades que a Apple poderia adicionar – e provavelmente o fará – no OS X. A intenção aqui não é apontar falhas e características faltantes. O foco são os 15 itens que já existem no OS X, mas que precisam de refinamento ou replanejamento baseado no uso diário do sistema.

15. Não há display de data

Entre todas as características convenientes, uma das mais óbvias são os itens de data, que nem no Mac e nem no Windows é mostrada de forma adequada. Você provavelmente já sabe que hoje é terça ou sexta. O que talvez você não saiba é qual é o dia do mês – se hoje é 06 ou 07 de fevereiro, por exemplo. Não parece óbvio que o computador deveria mostrar isso?

Os displays da Apple estão no menu que se abre quando o usuário clica no relógio do lado direito do menu principal. O Windows entrega a informação do dia do mês em um pop-up quando o usuário passa o mouse por cima do relógio, localizado no canto inferior direito. Até mesmo no Vista não existe um calendário próprio.

As pessoas usam no Windows XP a configuração do relógio para checar o calendário e, por causa disso, freqüentemente trocam as datas e horário do relógio acidentalmente – o que atualmente pode representar um sinal de um aviso de alerta (Windows Genuine Advantage).

A Apple tem algumas poucas opções. A empresa poderia adicionar uma data no padrão de seis dígitos no menu principal do relógio. Algo como “07/02/07”. Considerando todos os outros programas que anexam ícones naquela área, a Apple não deveria se sentir reprimida por usar o espaço.

Esconder o dia da semana se o usuário preferir é uma capacidade que poderia ser opcional. Outra possibilidade é tornar o ícone iCal um display dinâmico com a data, que hoje só acontece quando o iCal está rodando. Não poderia passar acontecer a qualquer momento?

14. No desktop não

O dashborad da Apple é muito legal, mas sua estratégia de "tudo ou nada" é frustrante. Os usuários querem movimentar seus widgets com o mouse livremente. Entretanto, ninguém em sã consciência quer seu desktop invadido por milhares de janelinhas - e todos os usuários certamente gostariam se as janelas não fossem tão grandes. O dashboard tem uma boa aparência, mas quando se usa a calculadora só eventualmente, ele não faz muio sentido.

Existem ainda algumas funções de leitura e controle (e o meu Core 2 Duo?) que não são tão úteis quando você tem que sair à caça toda vez que precisa das informações. A barra lateral do Windows Vista  é sensivelmente melhor porque pode ficar na tela o tempo todo ou o usuário colocar em seu desktop apenas as informações que deseja.

13. Uso inconsistente dos menus

A Apple deveria capacitar completamente os menus de contexto no Finder e outros software. Isso não significa que o Mac deveria contar somente com menus de contexto para qualquer tipo de interface do usuário – o que é um erro que os desenvolvedores do Windows cometem em suas plataforma. No entanto, essa é a capacidade atraente para usuários mais avançados.

12. Documentos e aplicações no Dock

O Dock faz um ótimo trabalho de lançamento e de carregar aplicações já abertas. Sua única fraqueza aparece na hora de localizar janelas de documentos e instâncias de programas. Apesar de ser possível clicar um programa que já está rodando no Dock para ver e selecionar janelas associadas ao programa, esse é o único caminho para isso – e alguma aplicações não o suportam. Vamos falar novamente: os menus de contexto não devem ser a única interface para acessar as coisas. O Dock é elegante em outros aspectos e até mesmo engenhoso. Mas nesse caso, não é a melhor solução.

11. Gerenciar o tamanho da janela

O gerenciamento das janelas já é difícil o suficiente sem dar ao usuário apenas um canto dela para ser usada na hora de mudar seu tamanho. O Microsoft Windows deixa você pressionar qualquer margem das janelas e isso poderia represenar dois ajustes no Mac: mudar o tamanho e também a localização da janela.

Quando você tem a experiência de usar os dois sistemas operacionais, fica claro que mudar o tamanho das janelas do Mac é menos conveniente. Por outro lado, a saída do Windows exige precisão no controle do mouse e pode ser frustante. Aqui vai uma idéia simples, que pode resolver 80% dos problemas: que tal se a Apple tornasse os dois canos inferiores das janelas clicáveis, além de habilitar a facilidade de resiza nos quatros cantos?

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10. Acesso às aplicações

O Dock oferece um caminho muito bacana para mostrar aplicações rodando e os programas que você usa mais freqüentemente. Mas e em relação àquelas aplicações que você usa somente de vez em quando? O jeito que é hoje, você pode simplesmente entulhar o Dock com ícones de programas – o que é ridículo – ou mantê-lo limpo e sempre que precisar usar o Finder para localizar programas. A geração prévia do Mac OS deixava o usuário configurar a abertura de programas no menu principal. Apesar de existirem de terceiros que ajudam a resgatar essa funcionalidade, está na hora da Apple reconhecer a necessidade dos seus usuários.

9. Backspace e delete

O mundo possui milhões e milhões de computadores com as teclas backspace (aquela tecla cujo comando apaga para a esquerda) e delete (a que apaga para a direta). A maioria dos usuários que usaram um notebook com comandos do Windows que possuem ambos comandos podem relatar que, ao mudar para um Mac, perceberá que existe apenas o Backspace (chamado de “delete” no Mac) e que isso pode ser frustrante.

Nota da redação: Sim, sabemos que esse alerta diz respeito ao hardware e não ao Mac OS X, mas achamos que valia a pena ser comentado.

8. Setup de impressoras

O processo de configuração de impressoras no OS X é confuso. Inclusive dá a impressão de que Steve Jobs nunca realmente tentou fazer isso sozinho na vida, de tão pouco "estilo Mac" que a coisa é. Apple, vocês podem fazer melhor que isso.

7. Inconsistência na interface com o usuário

Abra o iTunes, Safari e Mail. Os três programas são de propriedade da Apple e estão entre os que mais parecem ser usados pelos usuários Mac OS X. Mas então por que fazer os três com aparência diferente? Seria mais fácil se eles se tivessem uma interface mais parecida, não?

6. Escurecimento da tela do notebook

Sim, você pode mudar o brilho da tela no Energy Saver, programando-o para escurecer antes de entrar em estado de espera. Ou você também pode configurar para usar um brilho reduzido quando o laptop estiver funcionando com bateria (para que ela resista por mais tempo). Até onde conseguimos saber, o escurecimento automático da tela não é configurável pelo usuário.

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5. Gerenciamento da coluna do Finder – problema 1

A visão de coluna do Finder que oferece um display hierárquico de arquivos sucessivos tem muitos "probleminhas". Por outro lado, é algo instantaneamente compreensível, pois é uma lista que se abre automaticamente para a direita sempre que o usuário clica em algum nível. O problema é que algumas vezes a área da coluna não tem largura suficiente para o usuário ler o nome das pastas e os arquivos nelas contidos. A Apple coloca pontos de captura somente no fim e, no mínimo, esses pontos deveriam existir no topo e no fim de cada coluna.

4. Gerenciamento da coluna do Finder – problema 2

O segundo problema é que as colunas deveriam automaticamente abrir para um tamanho que preenchesse o display e os nomes dos arquivos que eles contêm. Se você pressionar a tecla Option enquanto clicar em um dos pontos de abertura, o Finder expande todas as colunas simultaneamente, o que é alguma ajuda, mas não é o ideal.

3. Gerenciamento da coluna do Finder – problema 3

O terceiro problema pode ocorrer quando a janela de coluna do Finder abrir como parte de uma aplicação de diálogo. Na configuração, enquanto o usuário vai se aprofundando na hierarquia do arquivo, pode ficar a impresão que o lado esquerdo da janela do Finder foi "expulsa" da tela. Isso acontece porque o ponto inicial está ancorado na localização da aplicação da caixa de diálogo.

Algumas vezes acontece de o botão que precisa ser clicado (como o de salvar, abrir, tanto faz) acabou ficando em algum lugar fora da tela . Apesar de não ser uma coisa corriqueira, é bem complicado quando ocorre.

2. Comando “cortar”

Até aonde sabemos, não existe um caminho para “cortar” um arquivo no Finder. O uso mais comum no Windows é seguir o caminho Editar, depois “Cortar e editar” e finalmente "Colar" para mover um arquivo de um local para outro. O Finder faz isso de forma relativamente fácil no modelo "arraste e solte", mas algumas vezes isso pode ser difícil, especialmente em Macs que tenham monitores pequenos. Nesse caso, poder "cortar" um arquivo de um janela, navegar nas pastas e decidir onde colar é uma opção un tanto quanto atraente. Apesar de o Finder oferecer o comando “cortar” no menu Editar, ele não funciona em arquivos.

1. Atualização dinâmica do Finder

Uma das melhores características do Mac é que a maioria das mudanças que você pode fazer tem efeito imediato na atualização de todas as janelas abertas. Em muitos lugares do sistema operacional você não precisa de um clique “salvar” ou “ok”, ou ainda reiniciar o computador, para que as mudanças tenham efeito. O único lugar onde sabemos que isso se repete é no Finder, em que as mudanças feitas (como a renomeação de arquivos) nem sempre mudam e atualizam as janelas abertas. Se for possível, a Apple deveria tornar o Finder dinâmico e 100% atualizado. Se não puder fazer isso, a empresa poderia ao menos adicionar um botão de atualização no Finder.

*Scot Finnie e Ken Mingis - COMPUTERWORLD, EUA

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