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Oito razões para pensar duas vezes antes de comprar o iPhone

O iPhone é um dos temas mais quentes da atualidade. Mas será que ele serve para você?

Por Ryan Faas, ComputerWorld EUA

08/02/2007 às 10h57

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O iPhone é um dos temas mais quentes da atualidade. Mas será que ele serve para você?


iPhonePassado o grande burbinho em torno do lançamento do iPhone da Apple, no mês passado, é preciso, agora, refletir se a compra desse telefone realmente compensa.

Antes de sair correnda para a loja da Apple mais próxima e desembolsar 499 dólares por um modelo de 4 GB (ou 599 dólares por um com o dobra da capacidade) do celular de Steve Jobs, leia estas oito questões fundamentais sobre iPhone.

1. Você quer mais capacidade de armazenamento?
Ainda que o iPhone suporte vídeo, ele tem a mesma capacidade de um iPod Nano. Para boa parte dos usuários, esse espaço é limitado para armazenar músicas. Tal capacidade é ainda menor ao se analisar que cada filme em DVD ripado para o aparelho consome cerca de 1 GB e que cada episódio de série televisiva fica em torno de 100 MB a 300 MB. Assim, uma temporada da sua série preferida vai preencher, sozinha, os 4 GB do iPhone. Se a sua idéia é ter vídeos ou um grande número de canções ou fotos, um iPod pode ser uma escolha muito melhor.

2. Você é um usuário básico de celulares?
O iPhone tem inúmeras funcionalidades de primeira linha, como a interface sensível ao toque (multitouch) e sensores de movimento que orientam a tela conforme você a segura. Mas se o que precisa é de funcionalidades básicas de um telefone móvel, descobrirá que vai usar muito pouco do que ele oferece. É importante avaliar quantas dessas funções avançadas você realmente necessita e com que freqüência as utiliza e, assim, pesar se o custo deste telefone realmente compensa.

3. Você precisa de mais funcionalidades ou aplicações no seu telefone?
A Apple afirmou que o iPhone vai continuar como uma plataforma fechada. Isso significa que não será possível instalar nele aplicações de outros fabricantes, desde navegadores, leitores de RSS e aplicações de produtividade até mesmo jogos. A Apple está fornecendo aplicações robustas, como a versão completa do seu navegador Safari, suporte ao cliente de e-mail que utiliza um sistema similar ao Blackberry da RIM, e integração pesada com o buscador e com os mapas do Google, além de recursos para acompanhamento de preço de ações e boletins de previsão do tempo. Mas se elas não atenderem todas as suas necessidades... Isso é importante porque mesmo telefones mais básicos permitem que você baixe e instale ferramentas novas, em sua maioria de terceiros. Em particular, o iPhone não permite leitura ou edição de documentos do Microsoft Office, o que é usual na maior parte dos smartphones. ++++

4. Você precisa de suporte ao Exchange?
Diversos ambientes corporativos utilizam o Exchange como aplicação de e-mail, calendário, contatos e gerenciamento colaborativo. Enquanto muitos PDAs concorrentes podem interagir com esta plataforma, o iPhone não. Se você precisa acessar um servidor de Exchange além da função de e-mail básica de POP/IMAP, o iPhone provavelmente não é uma boa alternativa. Em um ambiente ambiente corporativo que possui recomendações do departamento de TI, é provável que não seja permitido utilizar o iPhone.

5. Você usa discagem por voz ou teclado?
A interface do iPhone com botões virtuais parece linda e funcional. Sem dúvida, ela é um grande salto em design. Entretanto, se você é alguém que tende a discar utilizando o teclado ou por voz, você não vai ter muita sorte com o iPhone. Também é provável que o aparelho anunciado em janeiro não seja o único iPhone que a Apple vai produzir. É quase certeza, ao se analisar as declarações da Cingular e da Apple, que futuros modelos de iPhone serão lançados, de maneira muito semelhante ao que aconteceu com o iPod original. Se você acha que este  iPhone é caro, limitado ou simplesmente não atende suas necessidades, lembre-se de que em um ano ou dois pode aparecer um modelo que seja mais interessante.

6. Compensa o custo de trocar de operadora de telefonia?
Se o contrato com sua atual operadora de telefonia móvel, é preciso avaliar se compensa mudar para a Cingular Wireless. O custo de encerrar uma assinatura varia muito entre as operadoras de telefonia, mas é sempre alto - nos Estados Unidos fica entre 150 dólares a 200 dólares por contratos interrompidos antes ds prazo. Isso é muito dinheiro para se gastar em um aparelho, por si só, já é bem caro. Mas esse não é o único gasto. Você pode descobrir, depois da compra, que os planos da Cingular para o iPhone (ainda não foram divulgados) pode ser mais caros do que aqueles que você paga atualmente.

7. A Cingular tem cobertura na região que você precisa?
Cingular tem uma cobertura impressionante nos Estados Unidos, especialmente na parte leste. Isso não significa, contudo, que a cobertura seja completa ou a melhor em certas áreas. É preciso ter garantias de que a operadora esteja onde você precisa, ou seja, onde vive, trabalha ou para onde viaja regularmente.

8. Cobertura de 2ª geração (2G) é suficiente?
Uma das maiores críticas ao iPhone é que ele só vai suportar serviços de dados da segunda geração (2G) de celular, ou seja, em baixa velocidade. A Apple afirma que o motivo é aproveitar a maior capacidade de cobertura da tecnologia antes que a terceira geração esteja plenamente disponível no mercado norte-americano. Ainda que isso seja louvável, avalie se os serviços da segunda geração fornecem a velocidade que você precisa. Boa parte dos usuários afirma que a transferência de dados em 2G é próximo ao acesso discado. O acesso Wi-Fi do iPhone pode resolver esse problema, mas somente em locais em que haja hotspots.

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