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TV digital tem interpretação errada, diz ministro Hélio Costa

Em seminário realizado em Brasília, o ministro das Comunicações diz que não tomou decisões sozinho e não pode ser "culpado" por nada

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

09/02/2007 às 16h39

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Em seminário realizado em Brasília, o ministro das Comunicações diz que não tomou decisões sozinho e não pode ser "culpado" por nada

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse durante seminário realizado em Brasília nesta quinta-feira (08/02) que mesmo após discussões de quase dois anos sobre a TV digital, ainda vê "interpretações erradas" sobre o programa. "Criamos 22 consórcios nos quais estavam representadas 92 instituições de ensino técnicas, públicas e privadas – e participaram 1,2 mil técnicos. Depois disso, dizem que o Hélio Costa decidiu pelo padrão japonês.

Onze ministérios estiveram envolvidos. Não que eu não queira assumir as responsabilidades, afinal, o padrão brasileiro de TV digital é perfeitamente viável, mas eu não posso assumir a culpa sozinho", afirmou Costa, em um tom defensivo que permeou praticamente todo o seu discurso.

Segundo ele, o governo tanto acredita na produção de um middleware brasileiro que está financiando seu desenvolvimento com recursos do Funtel. "Estamos provando a cada dia que a indústria já está preparada para o início da fabricação dessas ferramentas. Em julho teremos as primeiras experiências e em dezembro, todas as redes de São Paulo já estarão digitalizadas", afirmou.

O cronograma prevê ainda que no início de 2008 está prevista a expansão para o Rio de Janeiro e, posteriormente, para as demais capitais do País.

O ministro rebateu também críticas, sobretudo da imprensa, e disse que tem sido isento como ministro nas questões relacionadas às comunicações. "Aqueles que acharem que eu não tenho razão, também têm razão", disse.

Durante o seminário, destinado ao debate das políticas para o setor de comunicações em 2007, Hélio Costa comentou ainda a criação de um conselho consultivo para auxílio das decisões ministeriais e a necessidade da modernização da Lei Geral das Telecomunicações, que também deve ser aprovada neste ano.

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