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Poli-USP pode popularizar games com Realidade Aumentada

Ferramenta de código aberto permite que o jogador interaja sem a necessidade de um sensor ativo, barateando custo de games

Por Daniela Braun editora do IDG Now!

09/02/2007 às 12h01

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Ferramenta de código aberto permite que o jogador interaja sem a necessidade de um sensor ativo, barateando custo de games

Muito se fala sobre realidade virtual, a simulação 3D de um personagem, que pode ser você mesmo na forma de um avatar do game online Second Life, por exemplo. No entanto, existe uma outra tecnologia, chamada Realidade Aumentada (Augmented Reality, em inglês), que permite a reprodução de sua imagem real no computador e sua interação com elementos virtuais na tela.

Pesquisando esta outra realidade, um grupo de três recém-formados em Engenharia Elétrica, com ênfase em Computação, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), criou uma forma de baratear o desenvolvimento de games interativos.

Por meio de uma ferramenta de código aberto, desenvolvida em linguagem Java, os engenheiros conseguiram substituir o sensor ativo usado nos jogos de interação - a exemplo do controle remoto do console Wii, da Nintendo - por um sensor passivo.

Uma das aplicações é o game weA.R.Dancin, cuja demonstração pode ser vista no YouTube. O game lembra os jogos de dança interativa em que os participantes ficam pulando, ou melhor, dançando sobre um tablado com sinais seguindo comandos da tela.

No jogo desenvolvido pelos alunos da Poli-USP, o gamer prende quatro sinais - do tamanho de um disquete - impressos em papel nas palmas das mãos e nos joelhos. Estes símbolos são reconhecidos pelo software por meio de uma webcam, que reproduz a imagem do jogador na tela do micro. A missão do aspirante a dançarino é acompanhar os pontos coloridos que interagem no vídeo.

Outra aplicação desenvolvida pela equipe é o Pong, jogo interativo de ping-pong em que a palma da mão do gamer se transforma em uma raquete.

"Além dos jogos, a ferramenta também pode ser utilizada na alfabetização de crianças, usando a interação como estímulo à leitura, por exemplo", informa o engenheiro Thiago Moreira Rodrigues, um dos responsáveis pelo projeto ao lado de Fernando Tsuda e Paula Morita Hokama.

Como foram usadas bibliotecas livres, segundo Rodrigues, em breve o jogo weA.R.Dancin estará disponível gratuitamente para download no site do InterLab (Laboratório de Tecnologias Interativas) da USP.

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