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PF prende quadrilha especializada em phishing scam no Nordeste

Polícia já prendeu 20 pessoas e cumpriu 27 mandados de busca e apreensão na Operação Valáquia, nesta terça-feira (13/02)

Por Daniela Braun, do IDG Now!

13/02/2007 às 14h42

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Polícia já prendeu 20 pessoas e cumpriu 27 mandados de busca e apreensão na Operação Valáquia, nesta terça-feira (13/02)

A Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça-feira (13/02), a operação Valáquia, em Teresina e Campo Maior (PI), e Codó (MA), para prender uma quadrilha especializada em invadir contas bancárias por meio da Internet. Cerca de 150 policiais cumprem 27 mandados de busca e apreensão e diversos de prisão expedidos pelo juiz da 2ª Vara Federal do Estado do Piauí. Segundo a PF, as investigações foram iniciadas há seis meses a partir de denúncias de pessoas que constataram saques fraudulentos em suas contas correntes, em especial na Caixa Econômica Federal.

A quadrilha vinha atuando de três formas: transferências online de valores que são posteriormente sacados das contas alugadas; aquisição de produtos e serviços comercializados pela Internet; e pagamento de boletos bancários de diversas naturezas (tributos, serviços e produtos).

Em todos os casos, os débitos acontecem sempre em contas das vítimas que tiveram suas senhas capturadas pela Internet por meio de programas do tipo "cavalo de tróia" ou "spywares". Outra forma utilizada pelos estelionatários é o envio de mensagens por meio de sites de relacionamento, como Orkut e MSN, contendo arquivos espiões. Todos os métodos configuram golpes do tipo phishing scam.

Os saques normalmente ocorrem após a transferência indevida dos valores para contas de "laranjas" que emprestam seus cartões e senhas mediante pagamento de compensação que varia de 100 reais a 500 reais.

Nos últimos dois anos, a Polícia Federal deflagrou mais de dez operações de repressão a esse tipo de crime, resultando em mais de 520 prisões. Entre elas as operações Clone, Replicante e Scan. Os presos serão encaminhados para o complexo penitenciário de Teresina, onde permanecerão à disposição da Justiça.

O nome da operação, conforme explica a PF, é uma alusão à região que teria sido governada pelo Príncipe Vlad Tepes, o personagem histórico que deu origem ao mito do Conde Drácula - "uma vez que os investigados agem como vampiros sugando recursos das contas das vítimas."

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