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Blogueira abandona campanha presidencial nos EUA

Amanda Marcotte se afasta da campanha de John Edwards após entrar em atrito com órgãos católicos por textos do seu blog

Por Heather Havenstein, para o IDG Now!*

14/02/2007 às 11h12

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Amanda Marcotte se afasta da campanha de John Edwards após entrar em atrito com órgãos católicos por textos do seu blog

Amanda Marcotte, blogueira envolvida na campanha presidencial de John Edwards nos Estados Unidos, se desligou nesta segunda-feira (13/02).

Marcotte foi criticada na última semana por posts escritos antes de entrar na campanha do ex-senador em que afirmava ser anti-católica.

Bill Donohue, presidente da Liga Católica, exigiu que Edwards demitisse Marcotte e outro blogueiro pelos comentários.

Na semana passada, Edward disse também estar ofendido pelos textos, mas não demitiu os blogueiros.

Marcotte escreveu em seu blog que estava saindo por que "em todas as vezes que tossia, sentia que estava colocando em risco a campanha de Edwards".

Ela culpou Donohue pela "destrutiva campanha pela demissão por crenças pessoais e contra os textos publicados no blog".

Enquanto diversos possíveis candidatos à Corrida Presidencial de 2008 apelaram para ferramenta de Web 2.0, como blogs e redes sociais para tentar criar novos laços com eleitores, a maioria tem usado parâmetros rígidos para controlar o que é publicado sobre si, afirmam observadores da indústria.

John Palfrey, professor de lei online da Harvard Law School, disse que o abandono da blogueira ilustra a necessidade da companhia de manter um balanço entre abraçar as cada vez mais populares ferramentas de colaboração enquanto mantêm o controle sobre a imagem do candidato.

"Quanto mais pessoas falam em seu nome, mas o candidato é responsável pelo que as pessoas falam", disse ele.

Uma verdadeira aplicações de Web 2.0 que permite ação livre para qualquer eleitor no site de um candidato específico pode ser "terrivelmente difícil de tirar do ar", classificou Palfrey, que também é diretor-executivo do Centro Berkman para Internet e Sociedade de Harvard.

"Ninguém na política está preparado para este tipo de abertura", finaliza.

*Heather Havenstein é editora do ComputerWorld, em Framingham.

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