Home > Notícias

Encomendas de notebook de US$ 100 superam 1 milhão de unidades

Quanta prevê fabricar até 10 milhões de computadores da OLPC até o final do ano. Apesar do título, notebooks hoje custam US$ 130 cada

Por Dan Nystedt, para o IDG Now!*

15/02/2007 às 14h35

Foto:

Quanta prevê fabricar até 10 milhões de computadores da OLPC até o final do ano. Apesar do título, notebooks hoje custam US$ 130 cada

A Quanta Computer, maior fabricante mundial de laptops terceirizada, já confirmou ter recebido encomendas de mais de 1 milhão de unidades dos computadores da One Laptop Per Child (OLPC), notebooks educacionais de baixo custo voltados a países emergentes.

A produção em massa deve ajudar a reduzir o preço dos laptops, que hoje já é de 130 dólares. A meta é 100 dólares, valor que deu o nome popular do programa. Os envolvidos no projeto - o MIT Media Laboratory, que lançou a iniciativa, a fornecedora de chips Advanced Micro Devices (AMD), e a distribuidora Linux Red Hat – acreditam ser possível atingir o preço alvo em 2008, quando a produção atingir a escala dos milhões.

Mas a Quanta disse que pode fornecer de 5 a 10 milhões de unidades do produto neste ano, com base nos países que já entraram no projeto, o que pode ajudar a chegar à meta de preço antes do previsto. As nações comprometidas com o projeto, até o momento, são: Brasil, Argentina, Líbia, Nigéria, Ruanda, Tailândia e Uruguai. A Quanta prevê uma pequena margem de lucro em cada produto vendido.

“A OLPC é um organização sem fins lucrativos, mas a Quanta é uma fabricante contratada, um negócio lucrativo. Não podemos não cobrar nada para fazer os laptops”, disse um porta-voz da empresa taiwanesa.

O que a companhia está fazendo é tentar trazer os custos ao menor patamar possível. A Quanta é famosa por diminuir os custos de produção ao máximo para chegar a menores valores nos laptops. Apple, Dell e HP são alguns dos clientes da empresa para a produção terceirizada de notebooks, que tem plantas na China e em Taiwan.

O objetivo da OLPC com o projeto é minimizar os efeitos da exclusão digital, permitindo que pessoas em países em desenvolvimento tenham acesso aos benefícios do uso da tecnologia e da Internet para competir no mundo globalizado.

*Dan Nystedt é editor do IDG News Service, em Taipei.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail