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Samsung interrompe produção de celulares no padrão CDMA no País

Companhia afirma que decisão é comercial e está relacionada à redução nas encomendas da Vivo, única que opera nesse padrão

Por Taís Fuoco, editora do Computerworld

16/02/2007 às 10h55

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Companhia afirma que decisão é comercial e está relacionada à redução nas encomendas da Vivo, única que opera nesse padrão

A Samsung realocou funcionários e linhas de produção de sua fábrica em Manaus para o padrão GSM de telefonia móvel. A companhia também não prevê nenhum lançamento em CDMA este ano e mantém apenas um modelo em fabricação, o U510, lançado no final de 2006, e assim que encerrar a demanda por ele vai parar de prodsuzir celulares nessa tecnologia.

A decisão é puramente comercial, como explicou José Roberto Campos, vice-presidente de marketing e vendas da companhia coreana. "A última compra da Vivo de aparelhos CDMA foi para as vendas de Natal", afirmou o executivo, em entrevista ao Computerworld.

A maior operadora do País começou, em dezembro, a vender modelos no padrão GSM, para o qual construiu uma rede sobreposta à anterior, em CDMA. Ela é a única do País que atua em CDMA, enquanto todas as demais hoje operam em GSM.

Campos afirma que a companhia "continua presente em CDMA", mas no Brasil, em função da redução nas encomendas, adaptou a produção. "Assim que houver demanda, podemos voltar a produzir", afirmou o executivo.

Ele ressaltou que a assistência técnica e o suporte aos usuários da marca não sofrerão nenhuma interrupção.

Questionado se a decisão resultaria em redução da produção ou de pessoal, Campos afirmou que "pelo contrário". A Samsung, afirmou ele, pretende até aumentar a produção para ganhar fatias de mercado em 2007.

Diante da tendência que o mercado mais forte em celular passe a ser o de troca, "a Samsung pode se beneficiar", afirma Campos, que acredita que o usuário, na compra do segundo ou terceiro aparelho, seja mais exigente em termos de recursos e sofisticação.

"O mercado mudou. Em termos de novos assinantes não vai crescer muito, há uma limitação econômica", afirma Campos. Por outro lado, "há uma base de mais de 100 milhões de usuários que cada vez trocam mais rapidamente de aparelho", completou o executivo.

Enquanto para a Samsung a decisão é ocasional e local, para a Nokia, entretanto, maior fabricante de celulares do mundo, a decisão é mundial. A companhia finlandesa anunciou no ano passado que iria interromper a produção de modelos em CDMA em todo o mundo. No Brasil, a unidade só fabricará esse tipo de aparelho até março, conforme foi informado pela direção da companhia no País em dezembro.

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