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INT adquire primeiro ‘scanner’ para digitalizar pessoas do Brasil

Equipamento será usado pela primeira vez em uma pesquisa antropométrica tridimensional com operadores das unidades da Petrobras

Por Redação do IDG Now!*

22/02/2007 às 10h00

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Equipamento será usado pela primeira vez em uma pesquisa antropométrica tridimensional com operadores das unidades da Petrobras

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) terá o primeiro scanner tridimensional a laser, utilizado para digitalizar pessoas, em todo o Brasil. No mundo inteiro, poucos países dispõem da tecnologia, cuja aquisição foi possibilitada por um convênio assinado entre o INT e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), com recursos do fundo setorial CT-Petro.

O primeiro trabalho a ser feito com o equipamento – o Cyberware Whole Body Color 3D Scanner, Modelo WB4 – será em parceira com a Petrobras. O scanner atuará como aliado para o desenvolvimento de projetos que melhorem as condições de trabalho, saúde e segurança dos funcionários da Empresa, e será utilizado para a realização de uma pesquisa antropométrica tridimensional de amostra representativa de operadores das unidades da Petrobras.

Eles vão ser “escaneados” e, a partir dos dados, serão gerados modelos digitais representativos daquela população que poderão ser empregados em cenários virtuais que simularão as situações de trabalho dessas pessoas, permitindo o mapeamento de riscos e o incremento da confiabilidade humana.

Com isso, os ambientes, os equipamentos de proteção e os planos de emergência poderão ser projetados de forma mais eficaz, propiciando mais conforto e segurança.

O projeto, intitulado “Sistemas de simulação de cenários virtuais a partir de modelagem humana virtual 3D para mapeamento de riscos e incremento da Confiabilidade Humana (SSV3D)”, tem duração prevista de dois anos e utilizará o banco de dados já existente com registros das situações encontradas em refinarias, plataformas e instalações terrestres, resultado do trabalho realizado no INT há 15 anos pelo Grupo de Pesquisa em Ergonomia e Confiabilidade Humana para o setor de Petróleo, Gás e Energia.

Além de produtos mais adequados aos trabalhadores, os modelos permitem também simular cenários de acidentes levando em consideração a troca de informações entre os envolvidos e a circulação de pessoas nas salas de controle, possibilitando soluções mais eficientes em rotas de fuga, por exemplo.

Oportunidades

Conhecer as medidas de uma população e gerar modelos virtuais apresenta grandes vantagens em termos de segurança e conforto para diversos ramos da indústria.

O setor de vestuário é um dos mais interessados no levantamento, mas as empresas de aviação, automóveis, móveis, construção civil e equipamentos de segurança também podem aproveitar as informações para gerar produtos mais adequados ao perfil da população brasileira.

Por isso, o INT pretende conduzir a primeira Pesquisa Antropométrica Tridimensional da População Brasileira (PATPB). A amostragem a ser selecionada ainda está em estudo, mas abrangerá as cinco regiões do País e envolverá homens e mulheres de 18 a 65 anos.

Uma pesquisa semelhante, utilizando o mesmo equipamento que será adquirido pelo INT, foi realizada nos Estados Unidos, pela Força Aérea, entre 1999 e 2001, reunindo informações de mais de 4 mil pessoas, entre norte-americanos, canadenses, holandeses e italianos – a Civilian American and European Surface Anthropometry Resource (CAESAR).

Com o uso do mesmo equipamento aplicado na pesquisa americana, o INT poderá promover o intercâmbio de dados entre as duas bases, contribuindo para a indústria brasileira, tanto a que trabalha com o público interno quanto a que atua na exportação, gerando produtos mais ergonomicamente adequados.

Pioneiro

O INT possui a maior base de dados antropométricos representativos da população brasileira, porém em modelos bidimensionais, obtidos a partir de seis pesquisas antropométricas realizadas com 4.649 brasileiros. As informações foram disponibilizadas em um banco de dados denominado Ergokit, que tem como objetivo oferecer ao setor produtivo dados dimensionais da população brasileira.

Para atender à demanda das empresas, foram desenvolvidos, nos anos 90, com base nos dados antropométricos do Ergokit, manequins virtuais bidimensionais, para utilização em projetos industriais. Mas a evolução digital da criação de projetos para o setor produtivo, com a disseminação dos sistemas CAD (Computer Aided Design) tridimensionais, levou à necessidade de construção de manequins antropométricos mais avançados, compatíveis com esses sistemas.

*Com informações da Agência CT.

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