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Cientistas japoneses anunciam armazenamento de dados em bactéria

Universidade anunciou nova tecnologia que usa código genético de bactérias para armazenamento de dados por milhares de anos

Por Lucas Mearian, para o IDG Now!*

01/03/2007 às 10h45

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Universidade anunciou nova tecnologia que usa código genético de bactérias para armazenamento de dados por milhares de anos

O Instituto de Biociências Avançadas e o campus Shonan Fujisawa da Keio University anunciaram o desenvolvimento de uma nova tecnologia, que cria um DNA artificial capaz de carregar mais de 100 bits de dados dentro da seqüência do genoma, segundo a JCN Newswire.

Os pesquisadores disseram que conseguiram codificar “e=mc2 1905!” - a fórmula da teoria da relatividade de Eistein e o ano em que a enunciou - na bactéria Bacillius subtilis.

Enquanto a tecnologia seria provavelmente usada para rastrear medicamentos, ela poderia também ser utilizada para armazenar textos e imagens por milênios, acabando com os problemas de longevidade associados aos sistemas de armazenamento em discos e fitas dos dias de hoje - que só podem guardar dados por até 100 anos, na maioria dos casos.

Do DNA artificial que carrega os dados a serem preservados são feitas diversas cópias que, juntas com o original, são inseridas na seqüência do genoma da bactéria. As cópias funcionam como arquivos de backup para combater a degradação natural da informação preservada, segundo o jornal online.

As bactérias têm DNA particularmente compacto, que é passado de geração a geração. A informação ali guardada pode também ser passada para frente para a preservação a longo prazo de grandes arquivos de dados, disseram os cientistas.

*Lucas Mearian é repórter do Computerworld, em Framingham.

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