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Veja o que muda na cobrança do telefone fixo

Até fevereiro, os usuários pagavam de acordo com o sistema de pulsos. Agora, serão tarifados por minutos, como na telefonia celular

Por Nando Rodrigues, da PC WORLD

01/03/2007 às 13h02

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Até fevereiro, os usuários pagavam de acordo com o sistema de pulsos. Agora, serão tarifados por minutos, como na telefonia celular

Especial Telefonia 100 120A partir desta quinta-feira, 1º de março, as companhias telefônicas começam a migrar a forma como cobram pelo uso do telefone fixo. Até fevereiro, os usuários eram faturados de acordo com o sistema de pulsos. Com a mudança, quem usa o telefone fixo irá pagar pelo tempo que efetivamente falar ao telefone, com tarifação mínima de 30 segundos e cobranças adicionais a cada seis segundos de conversação. A migração é obrigatória e acontece por etapas e deve ser completada em 31 de julho. Caso o usuário não se manifeste, a prestadora irá faturá-lo pelo novo modelo.

Ainda não está claro se as mudanças tornarão o serviço mais caro. Será necessário esperar as primeiras contas telefônicas chegarem, no próximo mês, para poder comparar.

De qualquer forma, caso o usuário sinta-se prejudicado pela mudança, ele poderá optar pelo chamado Plano Alternativo. Definido pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), este plano reproduz o modelo de cobrança por pulsos – pelo mesmo valor básico cobrado anteriormente, o usuário terá direito a 400 minutos de conversação. No plano básico que começa a valer hoje, a franquia é de 200 minutos.

Tarifação
Pode parecer, a priori, que o Plano Alternativo é mais vantajoso, já que oferece 200 minutos adicionais. Feitas as contas, o minuto dentro da franquia do Plano Alternativo custa dez centavos; cada minuto excedente, três centavos. Porém, o usuário paga quatro minutos assim que a ligação é completada e também os minutos referentes ao tempo de conversação.

No plano básico novo, o minuto franqueado sai por 20 centavos e os minutos excedentes, cerca de dez centavos. O valor dos minutos varia de acordo com a região do País. Além disso, não há cobrança inicial; o usuário só vai pagar pelos minutos efetivamente falados. Apesar de mais caro, esse modelo é mais atrativo para quem faz ligações de curta duração.

Opções para as empresas
Se para o usuário doméstico só resta escolher entre o novo plano básico ou o Plano Alternativo, as empresas têm opções. Por serem grandes consumidores, as operadoras oferecem planos diferenciados e será preciso verificar junto a elas se haverá mudanças nas cobranças.

Mas ainda podem optar por usar sua infra-estrutura de tecnologia para falar, utilizando a tecnologia de Voz sobre IP (VoIP) e economizar um bom dinheiro. Veja o que pode ser feito aqui.

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