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Com 40 anos, Zona Franca de Manaus espera se fortalecer com TV digital

Pólo, que espera 40 a 50 novos projetos este ano, também sentiu queda nas exportações, mas receita cresceu 26,6% em dólares em 2006

Por Tais Fuoco, editora do Computerworld*

06/03/2007 às 15h09

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Pólo, que espera 40 a 50 novos projetos este ano, também sentiu queda nas exportações, mas receita cresceu 26,6% em dólares em 2006

A Zona Franca de Manaus, que no último dia 28 de fevereiro completou 40 anos de atividades, admite enfrentar perda de negócios por conta da burocracia e logística, mas espera que a chegada da TV digital no País, a partir deste ano, impulsione a implantação de novas unidades e o crescimento da região.

Assim como a Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, reduziu as exportações a partir da unidade brasileira por conta da burocracia alfandegária, o pólo também sofreu redução nos embarques.

De acordo com Oldemar Ianck, superintendente adjunto de projetos da Suframa, as exportações do pólo foram de 1,5 bilhão de dólares em 2006, cifra que foi de 2 bilhões de dólares no ano anterior. "A queda foi provocada pela redução na venda externa de celulares, mas a exportação de outros itens, como motocicletas, cresceu", afirmou Ianck aos jornalistas.

Segundo ele, "um dos fatores que afetou as vendas externas foi a burocracia, mas o Brasil inteiro sofre disso", disse o superintendente. Ele admite que "o México ofereceu condições mais favoráveius na atração de negócios em algumas linhas".

Segundo Ianck, a Zona Franca "trabalha continuamente para melhorar a questão da burocracia junto ao governo do Estado e à Receita Federal". Ele afirmou, em evento que celebrou a marca dos 100 milhões de celulares produzidos pela Nokia no País, que "a Zona Franca avança para consolidar Manaus como pólo exportador". Um novo porto, inclusive, deverá ser construído em cerca de quatro anos, disse ele.

Apesar da queda nas exportações, o faturamento da Zona Franca cresceu 26,6% no ano passado. As cerca de 500 companhias ali instaladas obtiveram uma receita de 22,8 bilhões de dólares, ante os 18 bilhões do ano anterior.

De acordo com o superintendente, o pólo deve se fortalecer com a chegada da TV digital porque a tecnologia de recepção, por exemplo, "já está consagrada na Zona Franca". No ano passado, citou ele, 3 milhões de set top boxes foram produzidos em Manaus para as companhias de TV por assinatura, enquanto todos os grandes fabricantes de televisores já estão instalados na região.

Ele espera que entre 40 e 50 novas fábricas sejam instaladas no pólo este ano e afirmou que 40% dos novos projetos que chegam à superintendência hoje são da área de componentes, mas ervitou citar nomes.

*A jornalista viajou a Manaus a convite da Nokia

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