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Antivírus é utilizado em 92% das pequenas e médias empresas brasileiras

Estudo mostra, porém, que existe uma grande distância entre a percepção e a realidade com relação à integridade das informações em TI

Por Nando Rodrigues, da PC World

07/03/2007 às 16h20

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Estudo mostra, porém, que existe uma grande distância entre a percepção e a realidade com relação à integridade das informações em TI

A Symantec divulgou nesta quarta-feira (07/03) os resultados da “Pesquisa Regional sobre a Integridade da Informação nas Pequenas e Médias Empresas”. O estudo revela que a quase totalidade das PMEs brasileiras (99%) acha importante que todos os computadores da empresa estejam conectados à Internet. Porém, 8% delas não utilizam qualquer solução antivírus, a proteção básica mais comumente adotada. Mesmo entre as que utilizam esse tipo de recurso, 6% não fazem atualização da ferramenta freqüentemente.

A pesquisa constatou que as empresas brasileiras acreditam contar com muita segurança de seus sistemas de proteção: 86% dos entrevistados no País consideram que são “pouco” ou “nada” vulneráveis. Esse índice de confiança é menor nos demais países pesquisados, sendo que o México é o que apresenta o menor deles: apenas 63% das empresas está tranqüila com as soluções instaladas.

O grau de autoconfiança das empresas nacionais também se destaca. Enquanto no México 81% das empresas consultadas dizem estar “preparadas” ou “muito preparadas” para lidar com ameaças provenientes da internet, esse índice é de 96% entre as PMEs brasileiras.

“Ao analisarmos os resultados da pesquisa, notamos que as empresas têm a percepção de que estão imunes a problemas de segurança quando na realidade, quase todas, em maior ou menor grau, já foram vítimas de algum tipo de ataque”, afirma Wilson Grava, vice-presidente da Symantec para América Latina. Além disso, completa, muitas delas ou não possuem ou não sabem como utilizar adequadamente ferramentas de proteção.

Metodologia
O estudo foi realizado no final de 2006 e envolveu 474 empresas, de cinco países: Brasil (100); Argentina (51); Chile (120); Colômbia (103) e México (100). A pesquisa se concentrou nos segmento de mercado nos quais as pequenas e médias empresas têm mais participação: serviços, manufatura e comércio.

A classificação da empresa levou em conta sua capacidade de faturamento, o que varia de acordo com o país. No Brasil, a Symantec considerou a classificação da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que denomina pequena empresa aquelas com faturamento até R$ 2,4 milhões por ano e médias as que faturam até R$ 60 milhões/ano.

Como a maior parte das PMEs não possuiu departamento de TI organizados, as entrevistas foram realizadas com os donos das empresas ou como o responsável pela infra-estrutura.

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