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China aumenta e sofistica o controle à internet, diz relatório dos EUA

Governo chinês tomou medidas em 2006 para aumentar o controle e o monitoramento do acesso à internet na China, diz relatório

Por Sumner Lemon, para o IDG Now!*

07/03/2007 às 14h29

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Governo chinês tomou medidas em 2006 para aumentar o controle e o monitoramento do acesso à internet na China, diz relatório

O governo chinês tomou medidas em 2006 para aumentar o controle e o monitoramento do acesso à internet na China, diz um relatório sobre direitos humanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos apresentado na terça-feira (07/03).

“Embora o governo tenha encorajado a expansão do uso da internet, ele também tomou medidas para monitorar seu uso, controlar conteúdos, restringir informações e punir aqueles que violaram as regulamentações”, diz o relatório anual.

Entre os passos implementados pelo governo estão requisitos mais severos para registrar um website, maior controle oficial sobre conteúdo, e uma definição mais ampla do que constitui atividade ilegal online, diz o documento.

O Relatório de Países sobre os Direitos Humanos é publicado anualmente pelo Bureau da Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado.

A China tem perto de 140 milhões de usuários de internet, segundo o órgão que contabiliza o uso da web no país.

Mas o maior número de usuários não diminuiu a capacidade do governo de controlar o acesso a conteúdos considerados indesejáveis, disse o Departamento de Estado, citando no relatório que o governo emprega dezenas de milhares de pessoas para monitorar a internet.

“As autoridades começaram a empregar tecnologias mais sofisticadas para bloquear conteúdos específicos ao invés de sites inteiros. Tais tecnologias também são usadas para barrar e-mails com conteúdos sensíveis”, diz o relatório.

O governo chinês também contou com o apoio de empresas domésticas e multinacionais para restringir o acesso à informação na Internet. “Mecanismos de buscas como o chinês Baidu e como as versões chinesas do Yahoo, MSN e Google filtraram resultados de buscas, incluindo aqueles relacionados a Voice of America, Radio Free Asia e direitos humanos”, diz o relatório.

*Sumner Lemon é editor do IDG News Service, em Cingapura, e Steven Schwankert é editor do IDG News Service, em Pequim.

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